Sessão termina em constrangimento e expõe crise ética na Câmara

Discurso no expediente livre, acusações públicas e embates pessoais marcaram a abertura do ano legislativo em São José do Rio Pardo

Jornal Democrata, edição 1909 de 7 de fevereiro de 2026
Sessão termina em constrangimento e expõe crise ética na Câmara Alexandre Tosini disparou questões pessoais e tumultou discussão na sessão

A Câmara Municipal de São José do Rio Pardo viveu, nesta semana, um dos episódios mais constrangedores de sua história recente. O que começou como a abertura oficial do ano legislativo, com falas institucionais do presidente da Casa, Rafael Kocian, e do prefeito Márcio Callegari Zanetti, terminou em clima de tensão, acusações públicas e risco de confronto físico.

O que provocou a crise?

O estopim foi o discurso do vereador Alexandre Tosini, durante o expediente livre. Em fala previamente preparada, o parlamentar abordou o aumento dos subsídios dos vereadores, adotando tom moralizante e expondo colegas à crítica pública, apesar de não ter se posicionado contra o projeto nas fases anteriores de discussão, segundo manifestações em plenário.

A postura gerou reação imediata. Vereadores apontaram incoerência entre o discurso e o histórico recente de Tosini, que inclui episódios envolvendo gravações clandestinas e divulgação de vídeos obtidos por meios ilegais, em contraste com a ética que passou a defender publicamente.

Sessão sai do controle

O clima se agravou quando o vereador Marcelo Clementino reagiu e chamou Tosini de “mentiroso”.



Fernando Gomes, que integra governaça da ONG Católica Presença, presidida pela Irmã, foi considerado alvo de indireta de Tosini

Em resposta, Tosini fez declarações ofensivas sobre ONGs e insinuou que políticos enriquecem rapidamente após ingressarem na vida pública, o que foi interpretado como alusão indireta a entidades ligadas a familiares de vereadores que recebem recursos públicos.



Certo momento o pai do vereador Alexandre Tosini, que sempre fica em volta do filho durante as sessões, gerou apreensão ao ficar ao lado de Marcelo Clementino 


A tensão chegou a um ponto crítico quando o pai de Alexandre Tosini se aproximou da tribuna, gerando apreensão entre os presentes. Houve temor real de confronto físico.



Clementino revelou que os vereadores combinaram o aumento de salário, com anuência de Alexandre Tosini. E reveleou: Vereador Morgan queria um aumento maior, queria R$ 8 mil de subsídios para vereadores


Intervenção e questionamentos institucionais

A situação foi contida pela vereadora Lúcia Libânio, decana da Casa, que exigiu respeito e apontou a incoerência moral do discurso de Tosini. A resposta do vereador limitou-se à frase: “Quem me conhece sabe que eu brinco muito”.



Coube a Lúcia Libânio chamar o vereador, que passou a lançar da tribuna problemas pessoais dos colegas, à razão










O episódio levantou questionamentos sobre decoro parlamentar, limites do debate político e a relação entre vereadores, ONGs e recursos públicos. Até o fechamento desta edição, não houve manifestação formal da Mesa Diretora nem esclarecimentos institucionais.

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