Jonatas Outeiro
A Preeminência de Cristo
Jornal Democrata, edição 1909 de 7 de fevereiro de 2026 A palavra preeminente significa superior, sublime, nobre, distinto daquilo que os circunda, algo saliente. Assim é o Senhor Jesus, ele é distinto de toda a Criação, na obra da Redenção e é o executor da nossa reconciliação com Deus. Cristo, em sua natureza humana, é a descoberta visível do Deus invisível, e quem O viu, viu o Pai.
Todas as coisas criadas por Ele foram criadas para ele; sendo feitos por seu poder, todas as coisas foram feitas de acordo com sua vontade e para seu louvor e glória. Ele não apenas criou todas elas no início, mas é pela palavra do seu poder que toda a criação é mantida. Toda plenitude habita nele; uma plenitude de mérito e justiça, de força e graça para nós. Isto torna o Senhor Jesus, preeminente e distinto de toda a Criação.
O apóstolo Paulo apresenta um retrato de Cristo como a fonte e o centro de toda a criação. Ele é a própria imagem de Deus e nele somos feitos a imagem de Deus restaurada. Os crentes em Cristo são conformados à imagem de Deus por meio de Jesus Cristo, conforme Paulo nos ensina em Rm. 8 29. “Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.” Jesus é supremo e soberano sobre toda a criação, pois Ele é a palavra criadora do Deus eterno, Ele não foi criado, Ele é criador com o Pai!
Jesus é apresentado como o cabeça, ou seja, ele é o líder supremo da igreja. Sua autoridade e poder sobre o corpo que é a igreja leva ao crescimento e a maturidade esta lição nos é dada em Fp. 3.21 quando Paulo diz sobre Jesus: “o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória, segundo a eficácia do poder que ele tem de até subordinar a si todas as coisas.
A plenitude de Deus reside em Jesus. Deus está totalmente presente com Jesus. Cristo veio para fazer a paz entre judeus e gentios, homem e seu semelhante, homem e Deus. O meio empregado foi o sangue derramado na cruz. Através da cruz, a Lei Cerimonia do Antigo Testamento, que apontava para Cristo, e mantinha a parede divisória entre judeus e gentios, foi removida, e agora, ambos têm acesso a Deus.
O propósito da morte de Cristo na cruz foi para trazer todas as coisas criadas por Cristo e para Cristo em um relacionamento de total e plena harmonia. Todos os que creem em Cristo, são reconciliados com ele, e encontrados nele, são assim reconciliados com Deus.
Passamos então a pertencer a Deus e a carregar a sua imagem cf. Cl.3.10: “e vos revestistes do novo homem que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou”. Assim somos capacitados por Deus para viver em santidade, inculpáveis e irrepreensíveis pois sobre o verdadeiro cristão repousa o sangue do seu Senhor!
Devemos sempre nos lembrar que a fé em Cristo não é simplesmente uma forma de entrar no reino de Deus, mas é o próprio modo de vida dentro reino. “visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé.” (Rm.1.17)
Diante disso, o Senhor Jesus é distinto de toda a Criação, é autor obra da Redenção e é o executor da nossa reconciliação com Deus, sendo gloriosamente preeminente. Soli Deo Gloria!
Rev. Jônatas Outeiro, pastor da Igreja Presbiteriana de Mococa



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