Menino é mordido na cabeça por cobra em passeio: “Aconteceu tão rápido”
Caso reacende alerta sobre o cuidado ao lidar com répteis, mesmo sob supervisão
Criança mordida por cobra na cabeça O que era para ser um passeio divertido de aniversário terminou em susto para uma família de Queensland, na Austrália. Cruz, um menino de 7 anos, foi mordido na cabeça por uma cobra píton durante uma visita noturna a um zoológico local, organizada para celebrar o aniversário de 11 anos de sua irmã, Kalea.
O incidente ocorreu no final da atividade, quando as crianças foram convidadas a interagir com os répteis. Segundo a mãe, Kristy Craft, todos os participantes tiveram a oportunidade de segurar duas pítons que faziam parte da atração. “Já estávamos terminando quando Cruz pediu para segurar uma delas mais uma vez. Eu fui filmar”, contou em entrevista à revista Newsweek.

Kristy relatou que o ataque aconteceu de forma tão rápida que ninguém percebeu o momento exato da mordida. “Assim que ele terminou, ficou ao meu lado e começou a chorar, dizendo que a cobra o mordeu. Eu garanti que não, mas ele insistiu. Então peguei a lanterna e vi o sangue”, relatou. O vídeo gravado pela mãe e publicado no Instagram da família mostra o menino segurando o animal com tranquilidade segundos antes do ataque.
Apesar do susto, Cruz sofreu apenas um ferimento superficial e passa bem. A mãe destacou que a cobra não era venenosa e que os filhos já haviam tido contato com serpentes anteriormente. “Ambos já seguraram serpentes algumas vezes e nunca tivemos problema. A gente confia que os tratadores conhecem bem os animais e sabem quais são mais calmos”, afirmou.
⚠️ Risco e imprevisibilidade
Especialistas lembram que, mesmo quando não são venenosas, cobras são animais de comportamento imprevisível. O toque, o cheiro ou movimentos bruscos podem provocar reações defensivas inesperadas. Por isso, o manejo desses répteis deve ser sempre supervisionado por profissionais experientes e respeitar as normas de segurança.
Segundo biólogos, ataques como esse não são tão raros, mas servem de alerta sobre a necessidade de redobrar os cuidados em atividades de contato direto com animais silvestres, especialmente envolvendo crianças.
O zoológico onde ocorreu o incidente informou que revisará seus protocolos de segurança para evitar novos acidentes e reforçou que as cobras utilizadas nas atividades educativas são monitoradas regularmente por tratadores e veterinários.
O caso, embora sem gravidade, serve como lembrete de que o respeito aos limites dos animais é essencial — e que, diante da natureza, toda cautela é pouca.





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