Pamela Zanardo

A Importância da Nutrição em Pacientes em Cuidados Paliativos

Jornal Democrata, edição 1908 de 31 de janeiro de 2026
A Importância da Nutrição em Pacientes em Cuidados Paliativos

Os cuidados paliativos são uma abordagem na área da saúde com o propósito de trazer alívio e conforto no período de sofrimento durante um prognóstico progressivo e grave da doença.

Com isso, o foco não é apenas no tratamento da patologia, mas promover a qualidade de vida e a dignidade no final da vida desses pacientes é essencial. Muitas das vezes, esse conforto acaba sendo até maior para a família.




Essa abordagem paliativa alivia os sintomas físicos, emocionais e sociais dos pacientes, permitindo melhora no bem-estar desde o diagnóstico até o final da vida.

Esses cuidados abrangem não só a parte médica, mas incluem toda a equipe multidisciplinar, como enfermeiros, psicólogos e nutricionistas.

Portanto, os cuidados paliativos devem ser iniciados no momento da descoberta de doenças graves e terminais, como o câncer, associados ao tratamento específico da patologia.

A nutrição é extremamente essencial, assim como a parte médica, principalmente ligada ao manejo dos efeitos colaterais de alguns medicamentos, que podem causar náuseas, vômitos e desconfortos gastrointestinais.

A importância da nutrição em cuidados paliativos propicia a redução de efeitos, como já falado anteriormente, como náuseas e vômitos, mas também da má absorção, da saciedade precoce e da disfagia.

Além de manter a hidratação, preservar o peso e a composição corporal, ressignificar o alimento como parte afetiva.




Existem pontos necessários que devem ser notados, como:

  • Não insistir se o paciente não deseja comer;
  • Fracionar as refeições;
  • Suplementação quando necessário;
  • Refeições em ambientes agradáveis e junto da família;
  • Ofertar água de várias apresentações, como em forma de suco, vitamina, água saborizada ou gelada;
  • Alimentos com maior teor de calorias e proteínas;

Muitos pacientes paliativos já estão em fase final de vida e, com isso, às vezes a alimentação não trará mais benefícios para o organismo, mas sim desconforto ao paciente. Nesse momento, o paciente necessita apenas de conforto nessa fase do processo ativo de fim de vida.

Entretanto, se o paciente sentir vontade e pedir algum alimento, é interessante ofertá-lo para promover prazer e conforto, muitas das vezes em um alimento que traz consigo algo afetivo para ele.




A nutrição nos cuidados paliativos é acolher e trazer conforto através da alimentação. Aqui, o alimento não é mais para nutrir o corpo, e sim para trazer um pouco de afeto nessa fase de vida tão difícil, tanto para o paciente quanto para a família.

Pamela Bueno Zanardo é nutricionista (CRN3-35316) pela Universidade Nove de Julho/SP. Tem formação executiva em controle de qualidade dos alimentos e produção pela Universidade Nove de Julho, sendo especialista em nutrição clínica: metabolismo, prática e terapia nutricional pela Universidade Gama Filho/RJ. É nutricionista clínica no Hospital Santa Helena, Santo André-SP. E-mail: pamelazanardo@hotmail.com



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