Janeiro Branco: como identificar sinais e falar sobre saúde mental com crianças e adolescentes

Especialista destaca papel central da família e da escola na identificação precoce do sofrimento emocional de jovens, especialmente diante da vida digital intensa

Jornal Democrata, edição 1906 de 17 de janeiro de 2026
Janeiro Branco: como identificar sinais e falar sobre saúde mental com crianças e adolescentes

Durante a campanha Janeiro Branco, dedicada à conscientização sobre saúde mental, especialistas reforçaram a importância da atenção de pais, responsáveis e educadores aos sinais emocionais apresentados por crianças e adolescentes. De acordo com Audrey Taguti, psicopedagoga e diretora do Brazilian International School (BIS), de São Paulo, família e escola desempenharam papel decisivo na prevenção e no acolhimento, sobretudo em um contexto marcado pela forte exposição ao ambiente digital.

Segundo a especialista, o sofrimento emocional costuma se manifestar por meio do comportamento. Por isso, adultos deveriam observar três grupos principais de sinais: mudanças bruscas de comportamento, como irritabilidade, isolamento ou perda de interesse; alterações físicas e escolares, incluindo queda no rendimento, problemas de sono e apetite; e uso excessivo da internet, caracterizado por isolamento para acessar o celular, apagar históricos ou ocultar conversas.

Como abordar o tema em cada fase

A forma de falar sobre saúde mental deveu ser adequada à idade e ao desenvolvimento emocional do jovem.

Crianças (até 10 anos)
Nessa fase, o desenvolvimento é predominantemente sensorial. O uso de recursos lúdicos, ♦como desenhos, histórias e brinquedos, favoreceu a expressão emocional. A orientação foi validar sentimentos e permitir que a criança se comunicasse sem pressão verbal.

Pré-adolescentes (11 a 13 anos)
Marcados pela busca de autonomia e pertencimento, pré-adolescentes necessitaram de diálogo constante. Momentos cotidianos, como refeições ou passeios, foram oportunidades para conversar sobre frustrações e conflitos, sempre com empatia e escuta ativa.

Adolescentes (14 a 19 anos)
Na adolescência, as intensas transformações emocionais exigiram acolhimento sem julgamentos. A recomendação foi observar isolamento e irritação, validar sentimentos e estimular o diálogo direto. Persistindo os sintomas, a busca por ajuda especializada foi considerada fundamental.

A importância da escola









A escola atuou como espaço estratégico de prevenção e apoio emocional. Em parceria com as famílias, desenvolveu projetos de convivência, rodas de conversa e atividades culturais e esportivas.

A restrição do uso de celulares em sala de aula também foi apontada como fator positivo para o bem-estar e a interação humana.

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