Pamela Zanardo
Aspectos Nutricionais no Tratamento do Enfisema Pulmonar
Jornal Democrata, edição 1945 de 7 de novembro de 2026 O enfisema pulmonar é uma doença crônica, progressiva e irreversível, porém tratável, pertencente ao grupo das doenças pulmonares obstrutivas crônicas. Nela, ocorre a perda da elasticidade dos pulmões, prejudicando as trocas gasosas devido à destruição das paredes dos alvéolos.
Isso faz com que o funcionamento do fluxo de ar nos pulmões piore de forma gradual, provocando alterações na respiração, causadas pelo processo inflamatório.
Os sintomas iniciais podem ser leves e passar despercebidos, porém, se não for tratado adequadamente, o enfisema pode se tornar grave e desencadear insuficiência respiratória.
Entre os sintomas mais comuns, destacam-se:
- Falta de ar;
- Cansaço;
- Perda de peso repentina;
- Sensação de aperto no peito;
- Tosse crônica;
- Ruídos constantes no peito;
- Infecções respiratórias;
- Dor de cabeça.
Existem alguns fatores de risco que causam danos aos alvéolos, responsáveis pelas trocas gasosas pulmonares. Esses danos ocorrem por meio da inalação de toxinas que alteram a estrutura dos alvéolos e elevam a produção de muco.
Tabagismo, fatores genéticos e exposição constante à fumaça são fatores desencadeantes dessa doença. Por isso, é importante manter um estilo de vida saudável e os exames periódicos em dia. Quanto antes for iniciado o tratamento, melhor será o prognóstico e a qualidade de vida.

Assim como o tratamento medicamentoso é essencial, a alimentação tem papel crucial durante todo o tratamento, a fim de melhorar o bom funcionamento do organismo.
É importante, durante as refeições, comer devagar, ter alimentos já preparados para períodos de maior fadiga e falta de ar, descansar antes de realizar as refeições, fracioná-las entre cinco e seis vezes ao dia, em pequenas quantidades, e consumir pelo menos dois litros de água por dia para auxiliar nas vias respiratórias.
Dar preferência a alimentos frescos, in natura, legumes, frutas, verduras, carnes magras, frango, peixes, leguminosas como feijão, ervilha e lentilha, alimentos integrais como grãos e sementes, além de gorduras saudáveis provenientes do azeite, abacate, castanhas, chia e linhaça.

Esses alimentos possuem propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias que diminuem e evitam o estresse oxidativo e o desencadeamento dos processos inflamatórios, contribuindo para a proteção e a preservação das funções e das estruturas pulmonares.
Evitar alimentos que podem causar desconforto respiratório e abdominal e elevar o processo inflamatório, como os ultraprocessados, as frituras, os alimentos com excesso de sal, a cafeína e as bebidas alcoólicas.
Pamela Bueno Zanardo é nutricionista (CRN3-35316) pela Universidade Nove de Julho/SP. Tem formação executiva em controle de qualidade dos alimentos e produção pela Universidade Nove de Julho, sendo especialista em nutrição clínica: metabolismo, prática e terapia nutricional pela Universidade Gama Filho/RJ. É nutricionista clínica no Hospital Santa Helena, Santo André-SP. E-mail: pamelazanardo@hotmail.com



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