Administração sem rumo aprofunda desgaste de Mococa


Administração sem rumo aprofunda desgaste de Mococa
Publicidade

Uma cidade não entra em processo de deterioração urbana de um dia para o outro. Buracos não surgem da noite para o dia em todas as vias. O mato não toma calçadas e terrenos públicos em poucas horas. O lixo não se acumula por acaso. Tudo isso é resultado de algo mais profundo: ausência de planejamento administrativo.

É exatamente esta sensação que hoje domina Mococa.

A gestão do prefeito Eduardo Ribeiro Barison parece atuar permanentemente no improviso. Age quando o problema já se tornou visível, quando a reclamação popular alcança níveis insustentáveis ou quando as redes sociais passam a expor o abandono urbano. Falta método. Falta cronograma. Falta transparência. Falta gestão preventiva.

O anúncio de operações tapa-buracos, por exemplo, deveria transmitir segurança administrativa. Mas produz o efeito contrário. Sem critérios claros, sem divulgação técnica e sem um plano público de prioridades, a população não compreende por que determinadas ruas recebem reparos enquanto outras, em condições igualmente críticas, permanecem esquecidas. A impressão transmitida é a de uma administração que simplesmente vai apagando incêndios conforme a pressão aumenta.

Enquanto isso, o mato avança pela cidade. Em muitos pontos, já compromete calçadas, meio-fio e até a própria estrutura do asfalto. A ausência de manutenção periódica transforma pequenos problemas em despesas maiores para o futuro. O custo do abandono sempre acaba sendo mais alto para os cofres públicos — e para o contribuinte.

A situação do lixo também se tornou símbolo do desgaste administrativo. Em diversos bairros, o aspecto visual da cidade revela desorganização e ausência de controle operacional. O cidadão percebe. E sente no cotidiano.

Ainda assim, a administração busca sustentar uma imagem artificial de aprovação por meio de forte propaganda institucional nas redes sociais. Há evidente esforço de marketing político, muitas vezes embalado por vídeos produzidos com recursos de inteligência artificial, narrações emotivas e estética publicitária cuidadosamente planejada. Porém, nenhuma peça digital consegue esconder a realidade encontrada nas ruas.

A política moderna até pode sobreviver de imagem durante algum tempo. Mas nenhuma narrativa virtual resiste indefinidamente ao impacto do buraco enfrentado diariamente pelo motorista, do mato na porta de casa ou do lixo acumulado no bairro.

Além disso, cresce a frequência de apontamentos e alertas emitidos pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo envolvendo falhas administrativas, questões fiscais e problemas de gestão. Quando os alertas se tornam recorrentes, deixam de ser fatos isolados para indicar um padrão preocupante de condução administrativa.

Governar exige prioridade, planejamento e capacidade de antecipação. Não basta aproveitar circunstâncias favoráveis, como ocorreu com o empreendimento do Shopping Fonseca, frequentemente utilizado politicamente pela administração como símbolo de desenvolvimento. 

Mococa precisa de gestão organizada, planejamento permanente e responsabilidade administrativa. Porque cidade alguma prospera sendo conduzida no improviso.

Publicidade



COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Recuperar Senha

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.