Vereadora Du Pereira Lima denuncia criança amarrada em EMEB de Mococa

Caso ocorreu na EMEB Madre Carmem de Jesus Sallès; família denuncia conduta, há investigação administrativa e inquérito policial em andamento

Jornal Democrata, edição 1920 de 26 de abril de 2026
Vereadora Du Pereira Lima denuncia criança amarrada em EMEB de Mococa Vereadora Du Pereira Lima, transmissão da Câmara Municipal de Mococa
Publicidade

Um caso grave envolvendo um aluno da rede municipal de ensino de Mococa veio à tona após denúncia da vereadora Du Pereira Lima, de Mococa. 

Uma criança de 1 ano e 8 meses, menino matriculado no Maternal II da EMEB “Madre Carmem de Jesus Sallès”, teria sido amarrada a uma cadeira com um lençol por uma professora durante hora do almoço.

Segundo relato dos pais, o fato ocorreu na quarta-feira, 25 de março, mas só foi comunicado oficialmente à família dias depois. 

Veja o momento da denúncia:



A mãe da criança, que tem outro filho de 8 anos também matriculado na rede municipal, foi chamada à sede da Secretaria Municipal de Educação, localizada na EMEB Barreto Coelho, no dia 30 de março, quando recebeu a informação da própria secretária.

Em entrevista ao DEMOCRATA, os pais demonstraram surpresa e indignação diante da situação.

“A gente só vê isso na televisão, não imagina que vai acontecer com a gente”, afirmou a mãe.

Reação da família e comportamento da criança

A mãe relatou que ficou sem reação ao receber a notícia. Nunca imaginou enfrentar uma situação remotamente semelhante.

Segundo os pais, o menino apresentava sinais de desconforto com a escola antes mesmo da revelação do caso.

Ele demonstrava nervosismo ao ir para a escola e, em algumas ocasiões, chegou a recusar-se a entrar na unidade.

Ainda de acordo com a mãe, depois de revelado que a professora amarrou a criança, chegou a ser alegado por representantes da educação que a criança poderia ser autista. No entanto, após avaliação com profissionais da área de saúde, não foram identificados traços de autismo, sendo descrita como uma criança saudável, ativa e curiosa.

Atenção: mesmo que fosse autista, não poderia ser amarrada como foi!

Mudança de professora e melhora

Após o ocorrido, a professora envolvida — que seria filha da diretora da escola, Maria Isabel Geraldo Calió — foi afastada da sala.

Com a substituição por uma nova docente, a família relata mudança significativa no comportamento do menino:

ele voltou a frequentar as aulas normalmente e deixou de apresentar resistência ou nervosismo.

Segundo os pais, profissionais da própria escola teriam comentado que a criança está “outra criança” após a mudança.

Outras mães também relataram insatisfação com a conduta da professora, descrita como sem paciência com os alunos.

Investigações em andamento

De acordo com apuração do DEMOCRATA, foi instaurado um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para investigar o caso. No entanto, segundo informações obtidas junto a uma funcionária da área da educação, o processo não teria avançado até o momento.

Além disso, há também um inquérito policial em andamento, instaurado a partir de boletim de ocorrência registrado sobre o caso.  Devido a tratar-se de violência contra criança, o inqúerito tramita sob segredo.

Contexto político e repercussão

A situação veio a público após denúncia da vereadora Du Pereira Lima, que tem se destacado por atuação independente na Câmara Municipal, apesar de integrar o mesmo partido do prefeito Eduardo Barison.

A parlamentar já havia denunciado anteriormente problemas na rede municipal, como a falta de merenda escolar no início do ano.

O episódio também ocorre em meio a críticas à postura da administração municipal. Segundo apurado, a Prefeitura esteve na escola onde ocorreu o fato recentemente, mas para a gravação de um vídeo institucional com caráter de divulgação, em uma ação voltada às redes sociais.

Silêncio oficial

Até o momento, não houve manifestação detalhada por parte da Prefeitura sobre o caso específico, nem atualização pública sobre o andamento do processo administrativo.



Diretora Maria Isabel Geraldo Calió e prefeito Eduardo Barison em imagem registrada na EMEB, divulgada em redes sociais da prefeitura

A diretora, mãe da professora, como denunciado pela vereadora em plenário, não foi afastada - o que gera apreensão sobre as investigações.

O caso levanta questionamentos sobre segurança, preparo de profissionais da educação infantil e mecanismos de fiscalização, especialmente no atendimento de crianças em idade tão precoce.

Democrata tentou contato com o prefeito, com a escola e diretora, sem sucesso. O espaço para manifestação segue em aberto para todos os envolvidos e/ou mencionados.

O nome da criança e de seus familiares não foi divulgado para preservar-lhe a intimidade.

Publicidade



Ouça o áudio da Matéria





COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Recuperar Senha

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.