Programa de habitação é apresentado por prefeito em sessão na Câmara Municipal
Marcio Zanetti detalhou na Câmara projetos habitacionais em diferentes fases, com parcerias entre Município, Estado e União, e reforço no atendimento a famílias de baixa renda.
Placa do "Olga Nasser" com o prefeito Marcio Zanetti no detalhe O prefeito de São José do Rio Pardo, Márcio Callegari Zanetti, participou na terça-feira, 7 de abril de 2026, de sessão na Câmara Municipal, acompanhado da secretária de Promoção e Inclusão Social, Nathália Pinesi, e da equipe técnica do Departamento de Habitação, para detalhar o planejamento municipal na área habitacional.
Na abertura, Zanetti destacou a importância do diálogo institucional com o Legislativo e agradeceu a recepção dos vereadores:
“É motivo de muito prazer e privilégio poder ter esse diálogo tão próximo à Câmara Municipal.”
Cadastro habitacional ultrapassa 6 mil famílias
Um dos principais dados apresentados pelo Executivo diz respeito à demanda por moradia no município.

Segundo o prefeito, o cadastro municipal de habitação reúne atualmente pouco mais de 6 mil pessoas inscritas, em uma cidade com cerca de 53 mil habitantes:
“Temos um Cadastro Municipal de Habitação de Interesse Social que tem 6 mil pessoas inscritas, um pouco mais de 6 mil pessoas demandando habitação.”
O prefeito avaliou que o número evidencia a dimensão do déficit habitacional e reforça a necessidade de políticas públicas baseadas em parcerias e subsídios.
Mudança no modelo habitacional e faixas de renda
Durante a explanação, Zanetti afirmou que o modelo de habitação social no país passou por mudanças ao longo dos anos, com maior participação de programas federais e estaduais, como o Minha Casa Minha Vida.

Ele explicou as faixas de renda adotadas nos projetos em andamento no município: até R$ 3.200 para a Faixa 1 e até R$ 5.000 para a Faixa 2.
“Hoje nós temos o Minha Casa Minha Vida com quatro faixas de atendimento, em diversas modalidades”, afirmou.
Segundo o prefeito, há discussão em nível federal para ampliação dos limites de renda da Faixa 1, o que pode ampliar o acesso ao programa.
Uma família, tem pelo menos um filho e mais velho idade de até 40 anos, que dê potencial de pagamento de 35 anos, a entrada para adesão deve ficar entre 3 e 4 mil reais - caso do Olga Nasser.
Olga Nasser prevê 515 unidades
Entre os principais empreendimentos em execução, o prefeito citou o conjunto habitacional Olga Nasser, vinculado ao programa Minha Casa Minha Vida, em parceria com o Governo do Estado e iniciativa privada.

O projeto prevê 515 unidades habitacionais e teve início recente das obras.
“Esse é um programa do Minha Casa Minha Vida que conta também com subsídio do Governo do Estado de São Paulo”, disse o prefeito.
Hélio Navarro terá 81 moradias
Outro empreendimento destacado foi o Hélio Navarro, com 81 unidades habitacionais, vinculado ao modelo do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS), sem exigência de entrada para as famílias beneficiadas.
Segundo o prefeito, o projeto já teve etapa importante de aprovação recente:
“São 81 unidades, um parto para fazer isso acontecer, mas tivemos a aprovação recentemente.”
Outros projetos e volume total previsto
O prefeito apresentou ainda um conjunto de empreendimentos em diferentes fases de tramitação:
- Olga Nasser (Ecovita): 515 unidades;
- Hélio Navarro: 81 unidades;
- Residencial Belmonte (GPC Urbanismo): 554 unidades, aguardando portaria ministerial;
- Angelina Corsini: 168 unidades;
- Natal Merli: 42 unidades;
- Movimento Livre Nova Ribeirão: cerca de 50 famílias
- Outras áreas e lotes privados: aproximadamente 350 unidades potenciais
No total, o Executivo estima 1.410 unidades habitacionais em projetos estruturados e até 1.760 unidades considerando propostas adicionais.
O prefeito destacou que os empreendimentos têm como foco famílias de baixa renda, com subsídios combinados entre União, Estado, Município e iniciativa privada.
“Hoje uma família pode ter acesso a até R$ 55 mil de subsídio do Governo Federal, além de subsídio estadual, municipal e da construtora.”
Críticas à especulação imobiliária
Ao final da apresentação, Zanetti fez críticas ao uso da terra para fins exclusivamente especulativos e defendeu maior prioridade para habitação social no planejamento urbano.
“Sou totalmente contrário à exploração econômica da terra. Adquirir terreno para especular de maneira imobiliária é algo que eu, particularmente, abomino.”
Plano Diretor e expansão urbana
O prefeito também reforçou a importância da revisão do Plano Diretor como instrumento essencial para organizar o crescimento urbano e viabilizar novos projetos habitacionais.
Fase final da sessão e novos empreendimentos
Na parte final da reunião, o prefeito respondeu a questionamentos de vereadores e detalhou o andamento de projetos e trâmites administrativos, incluindo registros em cartório, liberações estaduais e mobilização de construtoras.
Ele afirmou que algumas etapas estão em fase final de formalização e dependem de assinatura de órgãos estaduais.
“A gente precisa da assinatura do Governo do Estado de São Paulo.”
Sobre o Hélio Navarro, disse que o processo já está encaminhado para registro e mobilização:
“O nosso UFA é o seguinte, voltou, está tudo certo, é só levar para cartório.”
O prefeito também destacou que o prazo de mobilização após registro é curto e que os recursos já estão garantidos:
“O prazo que é estimado, cinco dias. Dinheiro está na conta.”
Segundo ele, o município já aportou recursos próprios e subsídios em projetos habitacionais.
“A prefeitura está subsidiando em 4 milhões e cacetada. Além do terreno que está doado lá, tem 2,5 milhões depositados na conta.”
Zanetti afirmou que os valores estavam previstos no orçamento e foram efetivamente depositados após solicitação da instituição financeira.
“A gente insistiu, dá o número da conta, a gente quer depositar, deram o número da conta, a prefeitura depositou.”
Conjunto de projetos habitacionais
O prefeito também citou os principais empreendimentos em andamento no município:
- Olga Nasser, 515 unidades na continuação do Domingos e Silos;
- O Hélio Navarro, 81 unidades;
- O Celso Amato, 50 unidades, homenagem ao ex-prefeito.
- Natal Merli, 42 unidades.
- Angelina Corsini, 168 unidades.
- Residencial Belmonte, 554 unidades.
Ele destacou ainda que alguns projetos incluem contrapartidas urbanísticas, como pavimentação de vias e melhorias de infraestrutura em regiões em expansão.
A apresentação consolidou o cenário atual da política habitacional em São José do Rio Pardo, com projetos em diferentes estágios de execução e planejamento.
O Executivo estima mais de 1,4 mil unidades habitacionais em curto e médio prazo, com foco em famílias de baixa renda e ampliação do acesso à moradia por meio de parcerias entre poder público e iniciativa privada.







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