Falta de coleta faz lixo se acumular nas ruas de Mococa

Sacos permanecem nas calçadas, são rasgados por animais e aumentam preocupação com limpeza urbana


Falta de coleta faz lixo se acumular nas ruas de Mococa Lixo no bairro Chico Piscina em Mococa
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A falta de regularidade na coleta de lixo voltou a provocar transtornos em diversos pontos de Mococa. Nesta semana, moradores registraram o acúmulo de sacos de resíduos nas calçadas, situação que tem se repetido em diferentes bairros da cidade.

Sem a passagem dos caminhões de coleta, o lixo permanece exposto por vários dias. Além do impacto visual, cães rasgam os sacos em busca de alimento, espalhando resíduos pelas vias públicas. As chuvas registradas nos últimos dias agravaram ainda mais o problema, dificultando a limpeza e aumentando o desconforto para moradores e comerciantes.

A situação ocorre em meio à crise enfrentada pela administração do prefeito Eduardo Barison na área de zeladoria urbana. O serviço de coleta de lixo tem sido alvo constante de reclamações da população e já motivou críticas durante a última sessão da Câmara Municipal.


Lixo nas ruas do bairro Chico Piscina em Mococa

Na tribuna, vereadores cobraram providências do Executivo e afirmaram que a Prefeitura ainda não apresentou uma solução capaz de normalizar o serviço. Parlamentares também relacionaram os problemas da coleta à falta de planejamento administrativo, apontando que outras áreas da administração municipal enfrentam dificuldades semelhantes.

Enquanto a regularização do serviço não ocorre, moradores seguem convivendo com lixo acumulado nas calçadas, risco à saúde pública e prejuízos à limpeza urbana em diferentes regiões de Mococa.


Lixo acumulado favorece doenças e proliferação de animais nocivos

O acúmulo de lixo nas calçadas e vias públicas vai além do problema visual. A permanência prolongada de resíduos favorece a proliferação de animais que podem transmitir doenças ou representar risco à população.

Entre os principais problemas está o aumento da população de ratos, responsáveis pela transmissão da leptospirose, doença que pode ser contraída pelo contato com água ou lama contaminadas pela urina desses animais, especialmente em períodos de chuva.

O lixo também cria condições favoráveis para a proliferação de baratas, que podem transportar microrganismos causadores de infecções gastrointestinais ao contaminarem alimentos e utensílios domésticos.

Outro risco é o aparecimento de escorpiões. Esses animais encontram abrigo em entulhos e resíduos acumulados e têm nas baratas uma de suas principais fontes de alimento. O aumento da população de baratas, portanto, contribui indiretamente para a proliferação de escorpiões, elevando o risco de acidentes, principalmente em residências próximas aos locais com lixo acumulado.

Além disso, recipientes descartados de forma inadequada podem acumular água da chuva e servir de criadouros para o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika.

Especialistas em saúde pública destacam que a coleta regular dos resíduos e o descarte correto do lixo são medidas fundamentais para prevenir doenças, reduzir a presença de animais sinantrópicos e preservar a qualidade de vida da população.

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