Socialismo sem liberdade
A postura do presidente Luiz Inácio ao publicar o Decreto nº 12.686/2025 é, e ninguém duvida disso, natural.
Para a esquerda — não apenas no Brasil, mas em todos os lugares onde chegou ao poder — é natural reduzir liberdades individuais e tolher o direito de escolha dos cidadãos.
É natural que Luiz Inácio, um presidente reconhecidamente de esquerda, retire dos pais e responsáveis por alunos com necessidades especiais o direito de escolher onde matricular seus filhos.
Na forma como lida com a economia, o decreto também é visto com naturalidade. A esquerda privilegia a ampla distribuição de benefícios sociais sem contrapartida de trabalho, e é natural que procure retirar financiamento público de atividades como as escolas especiais — que remuneram professores exatamente pelo trabalho. Sem dúvida, o governo economizará com a medida, podendo investir mais em seus projetos de governo e de poder, ampliando benefícios sociais.
Também é natural pela história de ação da esquerda.
Imaginar um mundo “ideal” e fazer de conta que ele existe é próprio da ideologia de esquerda, que desconsidera as relações sociais efetivas, as leis da macroeconomia e, cada vez mais, parece desconsiderar o mundo real.
Fica bonito no papel? Claro que sim.
Funciona na prática? Como o resto da ideologia de esquerda, não.
Mas isso traz um importante ensinamento para os cidadãos — especialmente para os rio-pardenses e moradores da nossa região.
Luiz Inácio não chegou lá sozinho, e sozinho não pode fazer o que quer.
Depende de uma rede de agentes políticos que precisam ser eleitos por você, leitor, para que possa implementar suas ideologias em nossas cidades, em nossas ruas, em nossas escolas e em nossa vida privada.
Em São José do Rio Pardo, essa ideologia tem nome.
Os políticos que se alinharam ao Lulo-Petismo e renunciaram a uma história de lutas contra as políticas de esquerda e o PT migraram, em bloco, com Alckmin, para as abas do chapéu petista.
Em nossa Câmara Municipal, há vereadores alinhados a esse grupo.
Esses vereadores vão trabalhar para eleger deputados federais e estaduais de esquerda — muitas vezes em outros partidos que não o PSB ou o PT — com o objetivo de levar você a votar em políticas públicas que não escolheu, mas que acabam sendo adotadas por meio do encaminhamento ideológico.
Esses deputados de esquerda dão respaldo a medidas como a do decreto de Luiz Inácio.
A título de exemplo, uma das dificuldades atuais do Agro em São José do Rio Pardo é encontrar trabalhadores para a colheita das safras.
Mão de obra há — mas muitos não querem ser registrados para não perder benefícios sociais concedidos pelo governo de Luiz Inácio.
Nós, que aprendemos em casa, com nossos pais, o valor do trabalho e a importância de começar cedo, enfrentamos dias em que a ideologia de esquerda está tão disseminada que trabalhar virou coisa de “otário”.
E você reclama disso, mas vota em vereador ligado a grupos de esquerda. Vota em candidato alinhado a partidos de esquerda.
No final, leitor, você que vota na esquerda tem parte nisso.
Infelizmente, vivemos dias em que políticos e medidas são defendidos como times de futebol — com uma paixão dissociada da razão e da lógica.
Não há consciência sã que defenda o corte de recursos destinados à educação especial e o envio de alunos com severas limitações para a rede pública regular.
Mas, se você conversar com um esquerdista convicto, ele vai defender. A menos, claro, que a realidade — como sempre — insista em mostrar-lhe que aqueles delírios ideológicos não funcionam no mundo real.
Então, professores, pais de alunos especiais e educadores da rede pública regular: analisem bem seus votos.
Ano que vem tem eleição.
Aqui, os vereadores ligados à esquerda vão trazer candidatos de partidos diferentes do PT. Você, por consideração a um conhecido local, poderá acabar votando em um parlamentar que ajudará Luiz Inácio a implementar mais medidas como esta.
Ou não: você decide.
Aproveite que ainda pode.







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