Pamela Zanardo
Setembro Amarelo: Nutrição e Saúde Mental
Jornal Democrata edição 1940 de 19 de setembro de 2026 Nesse mês de setembro, ocorre a campanha de prevenção ao suicídio, Setembro Amarelo, com o intuito de promover orientações sobre a saúde mental.
A origem dessa campanha é da Organização Mundial da Saúde, no ano de 2003, devido a um acontecimento nos Estados Unidos, de um jovem de 17 anos que cometeu suicídio em 1994, e a cor amarela vem das fitas amarelas nos cartões distribuídos em seu velório, com a seguinte frase: “Se você precisar, peça ajuda”.
Aqui no Brasil, os casos notificados de suicídio por ano são, em média, 14 mil registros, e, devido a essa estatística, que tende a aumentar, é de suma relevância ficar atento aos sinais, aos pequenos detalhes de atitudes do dia a dia.
- Isolamento constante;
- Lista de pertences;
- Falas como “cansado da vida” ou “não quero mais viver”;
- Despedidas com maior frequência.
A nutrição e a alimentação exercem um papel fundamental por meio do consumo alimentar nas funções cognitivas, ou seja, o que ingerimos impacta na síntese de substâncias cerebrais que regulam as emoções, o bom humor e o mau humor.
A serotonina é o principal neurotransmissor responsável pelo controle do humor, além da regulação da saciedade e da fome, e traz a sensação de bem-estar.
Devido a isso, níveis baixos de serotonina estão associados à depressão, à ansiedade e ao sentimento de tristeza, afetando as funções cerebrais e o fator comportamental, e, em muitos casos, o tratamento da depressão é por meio de antidepressivos que atuam na elevação dos níveis de serotonina cerebral.

Para a produção de serotonina no organismo, é necessário o consumo de alimentos ricos em um aminoácido chamado triptofano.
- Ovos;
- Queijos;
- Leite e iogurtes;
- Frango, peru;
- Peixes;
- Sementes de abóbora;
- Castanha de caju;
- Amêndoas;
- Aveia;
- Grão-de-bico e ervilha;
- Banana;
- Chocolate amargo.
Uma alimentação balanceada, de forma constante, auxilia na proteção da saúde mental, impactando de forma positiva na síntese de serotonina e impedindo modificações no humor, quadro de ansiedade e irritabilidade, dificuldade de dormir, alterações no sono e na memória.
Para melhorar a absorção do triptofano para conversão em serotonina, é aconselhável o consumo de carboidratos complexos, como pão integral, arroz integral, batata, juntamente com alimentos ricos em triptofano, pois, durante a digestão, ocorre no sangue a liberação de insulina, o que otimiza a captação eficaz de triptofano na região cerebral.
Pamela Bueno Zanardo é nutricionista (CRN3-35316) pela Universidade Nove de Julho/SP. Tem formação executiva em controle de qualidade dos alimentos e produção pela Universidade Nove de Julho, sendo especialista em nutrição clínica: metabolismo, prática e terapia nutricional pela Universidade Gama Filho/RJ. É nutricionista clínica no Hospital Santa Helena, Santo André-SP. E-mail: pamelazanardo@hotmail.com



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