Pamela Zanardo

Nutrição como Pilar no Tratamento da Desnutrição Energético-Proteica


Nutrição como Pilar no Tratamento da Desnutrição Energético-Proteica Jornal Democrata, edição 1921 de 3 de maio de 2026

Prevalência alta, principalmente nos países subdesenvolvidos e em desenvolvimento. Representa 29% das causas de óbito em crianças abaixo de 4 anos nos países em desenvolvimento e acomete 30% das crianças menores que 5 anos de idade em todo o mundo, principalmente lactentes e pré-escolares.

Principais fatores associados:

  • Baixo nível socioeconômico
  • Desajustamento familiar
  • Saneamento básico inadequado
  • Baixo peso ao nascer
  • Fraco vínculo entre mãe e filho
  • Abandono do aleitamento materno
  • Baixa escolaridade

A desnutrição pode ser classificada em 3 tipos, apresentando graus de intensidade como leve, moderada e grave, baseada no déficit de peso para idade, peso para altura e altura para idade.




Primária: oferta inadequada de alimentos, déficit de ingestão

Secundária: alimentos fornecidos de maneira satisfatória, mas com aproveitamento inadequado

A desnutrição grave pode ser do tipo marasmo, kwashiokor ou mista.

O marasmo é caracterizado como déficit global de energia, acomete crianças menores que 12 meses de vida, apresentando emagrecimento acentuado, perda de massa magra e de gordura.

O kwashiokor é a deficiência de proteínas, acomete crianças de 2 a 3 anos de idade, apresentando alterações nos cabelos; os mesmos ficam lisos, secos e quebradiços.

E a desnutrição mista é a junção do marasmo e kwashiokor, ocorre principalmente em pacientes com marasmo que entram em estresse catabólico. Em crianças entre 1 e 2 anos, com perda de tecido adiposo e muscular, redução das proteínas, deficiências em calorias e proteínas e edema nas extremidades.

A desnutrição pode trazer várias consequências, como perda de peso e massa muscular; dificuldade de cicatrização; redução das células vermelhas; falência múltipla dos órgãos; retardo do crescimento e desenvolvimento; e o desenvolvimento de carências nutricionais secundárias, como anemias e/ou carências de vitaminas.

E quais os cuidados dietéticos na desnutrição?

Primeiramente, é imprescindível o acompanhamento médico para tratar a hipoglicemia, desidratação, possíveis infecções e distúrbios hidroeletrolíticos.




E, claro, o acompanhamento nutricional para correção das deficiências de micronutrientes e anemia. Lembrando que cada caso é único e o planejamento dietético também deve considerar as condições clínicas do indivíduo e estimular o vínculo entre mãe e filho.

  • Alimentar a criança com maior frequência e com variedade de alimentos, com preferência por proteínas de origem animal
  • Adicionar à alimentação óleos vegetais para aumentar o valor calórico
  • Fracionamento das refeições, 6 vezes ao dia, e hipercalórica
  • Manter o aleitamento materno
  • Complementar a dieta com a suplementação de vitaminas A, D e do mineral ferro

Pamela Bueno Zanardo é nutricionista (CRN3-35316) pela Universidade Nove de Julho/SP. Tem formação executiva em controle de qualidade dos alimentos e produção pela Universidade Nove de Julho, sendo especialista em nutrição clínica: metabolismo, prática e terapia nutricional pela Universidade Gama Filho/RJ. É nutricionista clínica no Hospital Santa Helena, Santo André-SP. E-mail: pamelazanardo@hotmail.com



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