Pamela Zanardo

O consumo exagerado de proteínas pode trazer malefícios à saúde?


O consumo exagerado de proteínas pode trazer malefícios à saúde? Jornal Democrata, edição 1912 de 28 de fevereiro de 2026

Nas últimas semanas, tem-se falado muito sobre o excesso de proteínas na alimentação, devido a muitas pessoas acreditarem que quanto mais proteínas, mais benefícios à saúde. Porém, existem alguns mitos que podem comprometer o organismo.

Primeiramente, as proteínas são um nutriente, classificadas como macronutrientes, ou seja, precisam de um aporte maior quando comparadas aos micronutrientes.

As proteínas são compostas por aminoácidos, que são as unidades básicas que compõem esse nutriente. Elas são substâncias construtoras do organismo, fundamentais para as células, anticorpos, hormônios e enzimas.

Esse nutriente participa do metabolismo energético, fornecendo 4 calorias por grama, atua no equilíbrio hidroeletrolítico, na coagulação sanguínea, no transporte de substâncias e possui função reguladora como precursora de vitaminas.




As proteínas são essenciais para a manutenção adequada do organismo, mas o excesso pode trazer malefícios à saúde. Uma das consequências é a sobrecarga da função renal, ou seja, o rim passa a funcionar mais do que o normal para eliminar o excesso de proteína, e isso, a longo prazo, pode acarretar insuficiência renal.

Outro ponto é o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, uma vez que as proteínas, principalmente as de origem animal, possuem alto teor de gordura saturada, podendo desencadear colesterol elevado, por exemplo.

Pode ocorrer também modificações hepáticas, devido ao alto consumo de proteínas. O fígado acaba se sobrecarregando durante a metabolização, causando lesões no órgão.

O excesso de proteína no organismo pode gerar algumas manifestações clínicas, como ganho de gordura corporal, desidratação, excesso de gases, mau hálito, diarreia e urina com espuma.

Em muitos casos, o excesso de proteína no organismo ocorre pelo consumo exacerbado desse nutriente, como carnes bovinas, suínas, aves, peixes, ovos, além de suplementos ou alimentos industrializados ricos em proteínas.

As proteínas, assim como os carboidratos, gorduras, vitaminas e minerais, possuem papel importante para manter o funcionamento adequado do organismo, evitar patologias, manter a imunidade adequada a fim de impedir infecções e processos inflamatórios.

Portanto, a quantidade de proteínas varia de indivíduo para indivíduo, dependendo da idade, da atividade física, da condição clínica e das comorbidades. 

O ideal é o acompanhamento com nutricionista, para que este possa realizar um planejamento dietético de acordo com as características individuais da pessoa, sempre com base científica, a fim de evitar prejuízos à saúde e manter um organismo saudável. Nem tudo que é bom para um é bom e saudável para outra pessoa.

Pamela Bueno Zanardo é nutricionista (CRN3-35316) pela Universidade Nove de Julho/SP. Tem formação executiva em controle de qualidade dos alimentos e produção pela Universidade Nove de Julho, sendo especialista em nutrição clínica: metabolismo, prática e terapia nutricional pela Universidade Gama Filho/RJ. É nutricionista clínica no Hospital Santa Helena, Santo André-SP. E-mail: pamelazanardo@hotmail.com



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