Doenças respiratórias e baixa adesão à vacina preocupam

Giselle Torres Biaco/Coord. Marketing Unimed
Doenças respiratórias e baixa adesão à vacina preocupam Luis Fernando Cipola da Costa e Rafael Rodrigues de Queiroz / Médicos UNIMED
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Em crescimento acelerado no Brasil, os casos de influenza e outras doenças respiratórias preocupam e acendem um alerta na Saúde em geral, especialmente em razão da baixa adesão à vacina. 

O médico cooperado da Unimed Rio Pardo, infectologista Dr. Rafael Rodrigues de Queiroz, cita os baixos índices vacinais como o motivo principal desse aumento de casos. 

“Caíram muito os níveis durante os primeiros anos da pandemia e não houve uma recuperação satisfatória desse percentual. Isso cria um número razoável de habitantes mais suscetíveis à influenza, especialmente em áreas mais povoadas como o Centro-Sul. Além de expostos ao vírus, também são potenciais de retransmissão.”

Outro fator que contribui para esse aumento de casos, segundo o médico, está relacionado à ocorrência de subvariantes de alguns subtipos de influenza, especialmente H1N1 e H3N2. A gripe K, por exemplo, é uma variação do vírus influenza A, subtipo H3N2, que tem causado surtos globais e aumento de casos no Brasil. 

“A circulação maior desses vírus acaba atingindo um percentual da população que estava previamente vulnerável e, consequentemente, suscetível a essas infecções”, explica.

Transmissibilidade e gravidade

Dr. Rafael explica que, no Brasil, as duas variantes principais da influenza são tipos A e B, embora existam outras que já estão incluídas nas vacinas renovadas anualmente. 

“Dentro da influenza A temos o subtipo H1N1, que foi responsável pela chamada “gripe suína” em 2009/2010, e o H3N2, que também é importante epidemiologicamente. São os dois subtipos que têm mais capacidade de invasão do trato respiratório dos pacientes e mais potencial de complicação.”

Também as influenzas do tipo B, segundo ele, podem evoluir com esse quadro clínico, – embora em percentual menor – especialmente em crianças menores, imunossuprimidos (pacientes com alguma doença que piora o sistema de defesa) e pessoas com mais de 60 anos. 

Principais sintomas

Os sintomas da influenza são muito semelhantes a outras infecções respiratórias, especialmente nos primeiros dias: indisposição, dor no corpo, fraqueza, perda de apetite, sintomas respiratórios (tosse seca, tosse irritativa, possivelmente até desconforto respiratório), dor de garganta, coriza, congestão nasal, congestão lacrimal, dor de cabeça). 

Entretanto, Dr. Rafael afirma que há potencial de complicação em se tratando de influenza, o que dificilmente ocorre em resfriado comum. 

“Isso porque a influenza tem capacidade de invasão pulmonar mais importante, com pneumonite, pneumonias virais, meningoencefalites, com potencial de insuficiência respiratória e outras complicações, maior risco de internação e, consequentemente, de óbito.”

Como diagnosticar

O diagnóstico é feito com exames de coleta de orofaringe/nasofaringe para identificação viral ou, eventualmente, exames sorológicos (colhidos no sangue). 

“Estes só podem ser coletados um pouco mais para frente da evolução do quadro clínico, por isso os resultados podem demorar mais a sair. Já o exame direto do vírus é mais precoce e permite uma tomada de conduta mais específica”, diz o infectologista. 

Influenza e Covid-19

A influenza tem sintomas semelhantes aos da Covid-19, como tosse, falta de ar, dor no corpo, dor de cabeça, inapetência, dor de garganta, congestão nasal, lacrimejamento, entre outros sintomas mais significativos. 

“Entretanto, a Covid tem se mostrado com potencial de complicações além do trato respiratório também”, observa Dr. Rafael.

Transmissão e prevenção

De acordo com o infectologista, a transmissão da influenza se dá por gotículas (partículas respiratórias) que são eliminadas por meio da tosse, do espirro e fala, e que viajam pequenas distâncias com correntes de ar e acabam contaminando pessoas próximas. 

Ou também pode ocorrer por algum objeto que contenha essas gotículas que possam chegar ao trato respiratório. 

“A melhor maneira de evitar esse contato é a higiene frequente das mãos e o uso de máscaras, tanto para o paciente quanto para quem está próximo. Isso diminui drasticamente as chances de transmissão, desde que a máscara esteja íntegra e seja trocada em tempo correto, e que haja higienização de mãos com sabão ou álcool em gel com frequência”, diz.

Vacinação

Segundo Dr. Rafael, a melhor prevenção é a vacinação.

“A vacina da gripe está disponível tanto em rede pública quanto em privada, desde os 6 meses de idade e sem limite superior, as gestantes também podem ser vacinadas. Ela tem pouquíssimas complicações e é uma via muito eficaz de diminuir o número de casos, reduzir a circulação viral, mantendo um percentual elevado da população vacinada.”

Pronto Atendimento

Com a chegada do Inverno, a tendência é um aumento ainda maior dos casos de doenças respiratórias, elevando o número de pacientes que procuram atendimento médico, sobrecarregando os serviços de pronto atendimento dos hospitais.

O coordenador do Pronto Atendimento do Hospital Unimed, médico cooperado Dr. Luis Fernando Cipola da Costa (clínica médica intensivista e reumatologista), explica que o serviço é destinado a urgências e emergências, oferecendo atendimento rápido para situações que exigem avaliação imediata. 

“Urgência é quando há risco de piorar rápido, mas sem ameaça imediata à vida; emergência é quando existe risco iminente de morte e a intervenção precisa ser imediata.”

Nos casos de doenças respiratórias, o infectologista Dr. Rafael de Queiroz (que integra a equipe do PA) orienta que o paciente procure atendimento médico se houver sinais de complicação, que são: falta de ar significativa com arroxeamento dos lábios e dos dedos, perda de fôlego importante, febre alta que não cede à medicação e pacientes com comorbidades (diabéticos, doenças pulmonares ou imunossuprimidos por algum motivo e idosos).


Notas:

Dr. Rafael Rodrigues de Queiroz

Médico/CRM: 129557

Infectologia/RQE: 108702


Dr. Luis Fernando Cipola da Costa

Médico/CRM: 96737

Reumatologia/RQE: 52128


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