São José do Rio Pardo lidera geração de empregos na região com saldo de 107 vagas em abril
O Ministério do Trabalho e Emprego divulgou os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) referentes a abril de 2026, revelando forte disparidade no mercado de trabalho formal entre os municípios da região. Enquanto São José do Rio Pardo, Casa Branca e São Sebastião da Grama registraram desempenho positivo na geração de empregos, Mococa e Tapiratiba fecharam o mês com saldo negativo. No consolidado regional, o saldo líquido foi de 201 novos postos de trabalho com carteira assinada.
São José do Rio Pardo: Crescimento Puxado por Serviços e Agro
São José do Rio Pardo registrou o maior saldo absoluto positivo da região, com +107 postos gerados (682 admissões contra 575 desligamentos), representando variação relativa de +0,70%.

O setor de Serviços foi o grande motor, com +49 postos e variação de +0,97%, seguido de perto pela Agropecuária (+64 postos, +5,30%). A Indústria e o Comércio foram os pontos negativos: -11 e -17 postos, respectivamente.

Por faixa etária, o saldo foi positivo em todas as idades, com destaque para 18 a 24 anos (+30) e 30 a 39 anos (+22). Isso indica absorção tanto de jovens entrando no mercado quanto de trabalhadores em fase plena de carreira.

Por gênero, o crescimento foi equilibrado: +58 homens e +49 mulheres. Trabalhadores com Ensino Fundamental Completo tiveram o maior ganho (+71), enquanto portadores de Ensino Superior Incompleto registraram leve queda (-5).
Mococa foi a cidade que mais perdeu empregos
Mococa encerrou o período com saldo de -55 postos (757 admissões e 812 desligamentos), variação de -0,27%.

O destaque negativo foi a Indústria (-68 postos, -1,08%) e a Agropecuária (-64 postos, -2,91%), setores que não foram compensados pelo desempenho dos Serviços (+80 postos, +1,34%) e da Construção (+18 postos, +3,74%).

Por faixa etária, o dado mais alarmante é a queda de -58 postos na faixa de 30 a 39 anos, acompanhada de -19 entre 40 a 49 anos e -6 entre 50 a 64 anos. Somente os mais jovens (até 24 anos) apresentaram saldo positivo, com destaque para 18 a 24 anos (+24).

Por gênero, o cenário é contrastante: homens perderam 75 postos enquanto mulheres ganharam 20. A escolaridade revela concentração de perdas nos trabalhadores com Ensino Fundamental Incompleto (-52), sugerindo impacto em atividades manuais e de menor qualificação.
Casa Branca: A Agropecuária Salva o Saldo Geral
Casa Branca fechou com saldo positivo de +51 postos (383 admissões, 332 desligamentos), variação de +0,70%. A força motriz foi a Agropecuária, com impressionantes +83 postos e variação de +3,42%. Os demais setores apresentaram resultados mistos: Serviços (+12) foi o único outro setor positivo, enquanto Comércio (-27), Indústria (-14) e Construção (-3) recuaram.

Por faixa etária, o destaque foi 25 a 29 anos (+28) e 50 a 64 anos (+14), enquanto a faixa de 30 a 39 anos perdeu 10 postos. O movimento aponta para contratações em dois extremos da vida produtiva.

Por gênero, as mulheres foram as grandes beneficiadas: +51 postos femininos contra saldo praticamente neutro para homens (+1). Em escolaridade, os maiores avanços foram em Fundamental Incompleto (+23), Médio Incompleto (+20) e Médio Completo (+21), refletindo o perfil da mão de obra agrícola e do comércio local.
Caconde: Pequeno Saldo Positivo com Perfil Feminino e Maduro
Caconde registrou saldo modesto de +13 postos (72 admissões, 59 desligamentos), variação de +0,51%. A Agropecuária liderou o crescimento (+17, +3,32%) e os Serviços contribuíram com +5 postos. A Construção ficou zerada e a Indústria e o Comércio apresentaram perdas (-2 e -7, respectivamente).

Por faixa etária, o crescimento se concentrou nas faixas mais velhas: 40 a 49 anos (+8), 30 a 39 anos (+5) e 50 a 64 anos (+2), enquanto trabalhadores de 18 a 24 anos perderam 3 vagas. Isso pode indicar baixa rotatividade jovem na cidade.

Por gênero, mulheres avançaram ligeiramente mais (+8) do que homens (+5). A escolaridade mostra saldo positivo distribuído entre Fundamental Incompleto (+4), Fundamental Completo (+3) e Médio Completo (+5).
Tapiratiba: Único Município com Saldo Negativo Generalizado por Faixa Etária
Tapiratiba foi a cidade com saldo mais negativo proporcional, registrando -21 postos com variação de -0,87%. O setor de Construção liderou as perdas relativas (-5 postos, -4,67%), seguido pela Agropecuária (-13, -1,73%). Apenas a Indústria apresentou leve alta (+1 posto). O tempo médio de emprego de 52,1 meses é o segundo maior da região, indicando baixa rotatividade mas também estagnação na geração de vagas.

Por faixa etária, o saldo foi negativo na maioria das faixas: 25 a 29 (-5), 40 a 49 (-5) e 50 a 64 (-5). Apenas jovens de 18 a 24 anos (+7) e idosos de 65 anos ou mais (+5) registraram crescimento.
Por gênero, as perdas foram concentradas nos homens: -17 postos masculinos e -4 femininos. Trabalhadores com Fundamental Incompleto (-7) e Médio Completo (-7) foram os mais atingidos.
Itobi: Destaque Regional — Construção Civil com Variação de +31%
Itobi surpreendeu com saldo de +36 postos (79 admissões, 43 desligamentos) e variação relativa de +3,29% — a segunda maior variação positiva da região. A Construção Civil registrou o dado mais expressivo do levantamento regional: +11 postos com variação de +31,43%. A Agropecuária também cresceu fortemente (+25, +9,36%). Apenas Indústria (-3) e Comércio (-2) recuaram levemente.

Por faixa etária, o crescimento foi generalizado e bem distribuído: 40 a 49 anos (+14), 30 a 39 anos (+9) e 50 a 64 anos (+5). Isso sugere que Itobi está contratando trabalhadores experientes.
Por gênero, o crescimento foi integralmente masculino: +36 homens e saldo zero para mulheres. Em escolaridade, os maiores ganhos foram em Fundamental Completo (+10), Médio Incompleto (+10) e Médio Completo (+14).
Divinolândia: Equilíbrio Frágil com Leve Perda
Divinolândia registrou saldo de -4 postos (105 admissões, 109 desligamentos), com variação de apenas -0,15% — resultado mais próximo da estabilidade entre as cidades com saldo negativo. A Agropecuária foi o único setor positivo (+4, +1,19%). A Indústria teve queda relativa de -3,36%, apesar do pequeno volume absoluto (-5 postos).

Por faixa etária, as variações foram pequenas: a faixa de 25 a 29 anos perdeu 3 postos e 40 a 49 perdeu 2, enquanto 18 a 24 e 65 anos ou mais ganharam 1 posto cada.

Por gênero, mulheres tiveram saldo levemente negativo (-4) enquanto homens ficaram no zero a zero. Em escolaridade, o panorama é de pequenas oscilações sem nenhuma faixa com variação expressiva.
São Sebastião da Grama: Agropecuária Impulsiona Crescimento Inclusivo
São Sebastião da Grama fechou com saldo positivo de +50 postos e variação de +1,70% — a segunda maior variação relativa positiva da região. A Agropecuária foi o motor principal: +64 postos com variação de +6,23%. Por outro lado, a Indústria sofreu queda importante (-15 postos, -3,97%). Construção e Comércio ficaram no zero ou próximos.

Por faixa etária, o crescimento foi amplo: 30 a 39 anos (+21), 18 a 24 anos (+19) e 25 a 29 anos (+8) foram os destaques. As faixas mais velhas (50 a 64 e 65+) tiveram leve retração (-7 e -1).

Por gênero, o crescimento foi equilibrado entre homens (+23) e mulheres (+27), com leve vantagem feminina. Em escolaridade, os ganhos se distribuíram em múltiplas faixas: Fundamental Incompleto (+15), Fundamental Completo (+15) e Médio Completo (+21), sugerindo diversidade na contratação.

A Agropecuária se consolidou como o setor mais dinâmico da região, puxando crescimento em 6 das 8 cidades analisadas. A Indústria foi o setor mais frágil, com saldo negativo em quase todos os municípios, sinalizando uma tendência de desindustrialização ou reestruturação produtiva regional. O Comércio também acumulou perdas generalizadas, possivelmente refletindo a pressão das compras digitais e a retração do consumo local.







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