Muralha Paulista: como funciona o programa de monitoramento que usa câmeras e inteligência artificial em São Paulo

Programa usa câmeras, IA e leitura de placas no combate à criminalidade

Jornal Democrata
Muralha Paulista: como funciona o programa de monitoramento que usa câmeras e inteligência artificial em São Paulo Muralha Paulista / Agência SP

O Governo do Estado de São Paulo vem ampliando a implantação do programa Muralha Paulista, iniciativa que utiliza tecnologia como câmeras, reconhecimento facial e leitura automática de placas para reforçar o combate à criminalidade.


O que é o Muralha Paulista?

  • Um programa de segurança baseado em tecnologia e integração de dados.

Como ele funciona?

  • Utiliza câmeras, leitura de placas e reconhecimento facial para monitoramento em tempo real.

Qual o objetivo?

  • Reduzir a criminalidade e aumentar a eficiência das forças de segurança.

Criado por meio do Decreto nº 68.828/2024, o Muralha Paulista é uma política pública voltada ao enfrentamento da chamada mobilidade criminal — conceito que considera o deslocamento de pessoas e veículos como elemento central em diversas práticas ilícitas.

Na prática, o sistema opera como uma rede integrada de monitoramento. Ele reúne imagens de câmeras públicas e privadas, incluindo equipamentos de prefeituras, empresas e cidadãos que aderem voluntariamente ao programa. Essas imagens são processadas por sistemas de inteligência artificial.

Entre os principais recursos está a leitura automática de placas (OCR), que permite identificar veículos em circulação e cruzar dados com registros de furto, roubo ou irregularidades. O reconhecimento facial também pode ser utilizado para auxiliar na identificação de pessoas com pendências judiciais, especialmente em locais de grande fluxo.

Quando o sistema detecta alguma situação suspeita — como veículo roubado ou pessoa com mandado de prisão — um alerta é enviado em tempo real para as forças de segurança, incluindo Polícia Militar, Polícia Civil e Guardas Municipais. A proposta é permitir respostas mais rápidas e ações direcionadas.

Outro ponto do programa é a possibilidade de participação da população. Cidadãos e empresas podem cadastrar câmeras particulares voltadas para vias públicas, ampliando a cobertura do monitoramento sem custos.

O Muralha Paulista já está presente em centenas de municípios paulistas, inclusive São José do Rio Pardo, e segue em expansão, com milhares de equipamentos integrados à rede. A tendência, segundo o governo estadual, é de crescimento contínuo da cobertura.

Por outro lado, a iniciativa também levanta debates sobre privacidade e proteção de dados. Especialistas apontam a necessidade de garantir transparência no uso das informações e respeito à Lei Geral de Proteção de Dados, que regula o tratamento de dados pessoais no país.

O programa se insere em um cenário mais amplo de modernização da segurança pública, marcado pelo uso crescente de tecnologia, inteligência artificial e análise de dados para prevenção e combate ao crime.




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