Pamela Zanardo
Nutrição Enteral: Alimentação por Sonda
A sonda enteral é um tubo fino, de material de borracha macia e flexível, usado para alimentação e administração de medicamentos necessários ao tratamento.
A sonda é colocada de forma suave pelo nariz até o estômago. É um procedimento simples, realizado em ambulatório, que não requer anestesia e não é doloroso. A sonda também pode ser colocada por via endoscópica.

Quando é necessária a utilização de sonda?
Quando existe dificuldade de deglutir os alimentos. Existem alguns fatores para isso acontecer:
- Tumor na região da boca ou garganta, impedindo a passagem dos alimentos.
- Efeitos colaterais da radioterapia, fazendo com que a boca e a garganta fiquem inchadas e doloridas.
- Procedimentos cirúrgicos na região da boca e do esôfago, que necessitam de repouso nessas regiões para cicatrização.
- Engasgos frequentes durante as refeições e risco de broncoaspiração.
- Pacientes traqueostomizados, com abertura cirúrgica em decorrência de dificuldades respiratórias por neoplasias ou outras causas.
- Indivíduos com perda de peso acentuada e perda de apetite, sem conseguir se alimentar por via oral.
A utilização da sonda enteral pode ser de curto ou de longo prazo. Isso vai depender das condições clínicas do indivíduo, já que é um recurso utilizado apenas quando ele está impossibilitado de se alimentar por via oral.
As fórmulas de dieta enteral têm como objetivo suprir as necessidades nutricionais do indivíduo, de forma a manter ou melhorar o estado nutricional e, em alguns casos, auxiliar no controle glicêmico.

Podem existir algumas complicações quando a dieta é mal administrada, como diarreia, distensão abdominal, náuseas, vômitos, regurgitação e aspiração da dieta, devido à velocidade incorreta de administração, ao volume inadequado, ao uso prolongado de antibióticos, à má absorção pelo organismo e à contaminação decorrente da manipulação da dieta em local sem higienização e paramentação corretas.
A quantidade diária de dieta enteral, ou seja, o volume, varia de pessoa para pessoa. Da mesma forma, as necessidades nutricionais, tanto de calorias quanto de proteínas, são individuais, respeitando as características físicas e clínicas de cada um.
Pamela Bueno Zanardo é nutricionista (CRN3-35316) pela Universidade Nove de Julho/SP. Tem formação executiva em controle de qualidade dos alimentos e produção pela Universidade Nove de Julho, sendo especialista em nutrição clínica: metabolismo, prática e terapia nutricional pela Universidade Gama Filho/RJ. É nutricionista clínica no Hospital Santa Helena, Santo André-SP. E-mail: pamelazanardo@hotmail.com



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