EXPOAM 2026 retoma shows em meio a questionamentos sobre gastos e transparência em Mococa

Contratações públicas para estrutura do evento superam R$ 2,5 milhões e geram críticas sobre prioridades do município

jornal Democrata
EXPOAM 2026 retoma shows em meio a questionamentos sobre gastos e transparência em Mococa Prefeitura de Mococa com Barison banca mais de 2,5 milhões pra Expoam
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A EXPOAM 2026, em Mococa, retomou sua programação de shows em meio a questionamentos sobre os custos e a transparência na utilização de recursos públicos. Documentos disponíveis no site da Prefeitura indicam contratações que somam R$ 2.541.517,20 para estrutura do evento, valor que contrasta com declarações iniciais de que a festa ocorreria sem gastos públicos diretos.

Qual o ponto central da polêmica?

  • O volume de recursos públicos destinados à estrutura do evento.

Quanto foi contratado?

  • Mais de R$ 2,5 milhões.

O que está incluído?

  • Palco, tendas, arquibancadas e montagem da arena.

Houve outras críticas?

  • Sim, sobre distribuição de cortesias e prioridades de investimento público.

Qual a capacidade do evento?

  • 8.202 pessoas, segundo o AVCB.

Qual o impacto do debate?

  • Questionamentos sobre transparência e gestão de recursos.

A realização da EXPOAM 2026 tem sido marcada por críticas relacionadas à condução administrativa e à destinação de recursos públicos. No início da divulgação do evento, a Prefeitura informou que a festa seria realizada sem custos diretos ao erário, mencionando posteriormente a utilização de aproximadamente R$ 650 mil em verbas públicas, oriundas de emendas parlamentares. Reveja a matéria clicando AQUI.

No entanto, dados publicados posteriormente no próprio site oficial da Transparência da Prefeitura de Mococa apontam a contratação - na modalidade pregão eletrônico - de R$ 2.541.517,20 em serviços de infraestrutura.




A contratação, já empenhada como mostrado no site da prefeitura, inclui:

  • Montagem da arena
  • Locação de arquibancadas
  • Estruturas de palco e tendas
  • Fechamentos metálicos e grades de proteção
  • Backdrops e módulos cobertos
  • Box de treliças e galpões




Os itens abrangem praticamente toda a estrutura necessária para a realização do evento, o que intensificou os questionamentos sobre a natureza pública ou privada da festa.


Cortesias e fiscalização

Outro ponto levantado envolve a suposta distribuição de cortesias para vereadores, secretários municipais e pessoas próximas. Até o momento, não houve divulgação oficial sobre a quantidade de ingressos ou sobre quem teria arcado com esses custos.




A situação levanta questionamentos sobre a independência do Poder Legislativo na fiscalização do Executivo, especialmente diante da presença de autoridades no evento. Os vereadores concederam-se na legislatura anterior um substancial aumento de subsídio (salário) alegando necessária independência para fiscalizar o executivo. Não se tem visto esta fiscalização, como esperado. E o caso da EXPOAM evidencia isso.


Comparação com demandas da cidade

As críticas também se estendem à priorização de investimentos. Moradores apontam, nas redes sociais, problemas como:

Falta de medicamentos na rede pública

Ruas com buracos, mato alto e acúmulo de lixo


Estruturas públicas que aguardam manutenção ou execução.



Entre os exemplos citados está a situação da Escola Ermelinda, que permanece sem reformas, e a unidade anunciada pela vereadora Adriana Batista para a região da COHAB 2, ainda sem avanço concreto.



Capacidade do evento e alcance

De acordo com o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), a EXPOAM tem capacidade máxima para 8.202 pessoas simultaneamente.

Considerando a população estimada de Mococa, em torno de 69 mil habitantes, o público máximo representa cerca de 11,8% da população, o que também tem sido utilizado como argumento em debates sobre custo-benefício do investimento para a população que não foi previamente ouvida pelo prefeito Barison, responsável pelas decisões.


Contexto
A realização de eventos de grande porte com participação de recursos públicos costuma exigir transparência nos contratos, prestação de contas e clareza sobre os objetivos e impactos para a população. Em Mococa, a EXPOAM 2026 passa a integrar esse debate, com cobranças por informações detalhadas e posicionamentos oficiais.

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