Vídeo expõe escola alagada em Mococa e levanta questionamentos sobre segurança e gestão

Imagens viralizadas mostram salas e corredores com água acumulada na Escola Ivone Canessa; caso pode motivar atuação do Ministério Público

Jornal Democrata, edição 1915 de 21 de março de 2026
Vídeo expõe escola alagada em Mococa e levanta questionamentos sobre segurança e gestão Alunos encantuados para aula / escola municipal de Mococa
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Um vídeo divulgado por uma mãe de aluna da rede municipal de Mococa trouxe à tona problemas estruturais na Escola Municipal Ivone Canessa, com registros de salas de aula e corredores alagados.

O conteúdo ganhou ampla repercussão nas redes sociais, foi exibido pela TVD – TV Local e pela EPTV, além de ter sido encaminhado ao jornal por meio de grupos de mensagens.

O que mostram as imagens da escola?

As imagens revelam um cenário preocupante dentro da unidade escolar:

  • Água acumulada em salas e corredores
  • Goteiras e infiltrações no teto
  • Dificuldade de acesso ao prédio devido à lama e fluxo de água
  • Ambiente interno com risco potencial à segurança




Na gravação, a mãe relata indignação ao ver a situação enfrentada pela filha:


“Aqui você tem que pular para entrar na escola. Eu estou indignada porque a minha filha está aqui dentro.”





Segundo ela, os alunos estavam concentrados em um canto da sala para evitar a água, enquanto havia infiltração próxima à rede elétrica.


“As crianças no cantinho da sala e a sala pingando. Uma piscina lá dentro da sala, em tempo de uma criança escorregar.”





Quais são os riscos apontados?

As condições registradas levantam alertas importantes:

  • Risco de quedas e acidentes
  • Possíveis problemas elétricos em ambiente úmido
  • Comprometimento do ambiente de aprendizagem
  • Riscos à saúde, como doenças associadas a alagamentos

Além disso, o contraste entre a aparência externa e a situação interna da escola também foi destacado:


“Por fora está lindo… mas dentro da sala está um horror.”


O caso pode gerar investigação?

Diante da gravidade das imagens, cresce a expectativa de atuação do Ministério Público do Estado de São Paulo, responsável por garantir o cumprimento de direitos fundamentais, incluindo o acesso à educação em condições adequadas.

Entre as possíveis medidas estão:

  • Abertura de procedimento investigatório
  • Solicitação de vistorias técnicas
  • Cobrança de ações emergenciais da Prefeitura

Qual o papel da Câmara Municipal?

O caso também coloca em evidência a atuação da Câmara Municipal de Mococa, que pode adotar medidas como:

  • Requerimentos de informação
  • Convocação de responsáveis pela educação
  • Visitas técnicas às unidades escolares
  • Pressão institucional por soluções

Há impacto político?

A repercussão também atinge a gestão do prefeito Eduardo Barison. Isso porque, enquanto as imagens mostram problemas estruturais, canais oficiais apresentam uma cidade com aparência organizada — cenário que, segundo moradores, não reflete integralmente a realidade dos serviços essenciais.

O prefeito informou, em entrevista, que estará em Brasília na segunda-feira (23) para receber um prêmio na área da educação. Também declarou que oito escolas municipais ainda não possuem AVCB.

Houve posicionamento oficial?

Até o momento, o prefeito não respondeu aos questionamentos encaminhados pelo jornal via WhatsApp. O espaço segue aberto para manifestação.

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