Iniciada construção de 515 casas: nasce o conjunto habitacional Olga Nasser
Escritórios e alojamentos sendo instalados / Márcio Chaves As obras do Residencial Olga Nasser, conjunto habitacional com 515 moradias de interesse social, foram iniciadas na sexta-feira, 23 de janeiro de 2026, em São José do Rio Pardo.
Executado pela Ecovita Incorporadora e Construtora, o empreendimento representa um dos maiores investimentos já realizados no município na área de habitação popular.
O início da construção contou com a presença do prefeito Márcio Callegari Zanetti, dos secretários municipais Paulo Boldrin (Gestão), Nathália Pinesi (Assistência e Inclusão Social) e Luis Paulo Cobra Ribeiro (Obras), além de equipes técnicas da Prefeitura e representantes da construtora. Pela Ecovita participaram Érica Bachi Goldoni, gerente de Produto, e Peterson Rieth, gerente regional de Obras, acompanhados da equipe que já atua no canteiro.
O Residencial Olga Nasser está sendo implantado na entrada da cidade, ao lado do bairro Domingos de Syllus, em área de fácil acesso, com projeto de infraestrutura completa, incluindo pavimentação, redes de água, esgoto e drenagem, iluminação pública e espaços de convivência.
Conforme o contrato firmado entre a Prefeitura e a Ecovita em dezembro de 2025, a previsão é que as primeiras unidades tenham a estrutura concluída nos próximos meses, com entrega total do conjunto até dezembro de 2027.
O empreendimento é resultado de articulação institucional envolvendo o Governo Federal, por meio do programa Minha Casa, Minha Vida; o Governo do Estado de São Paulo, com apoio via Carta de Crédito Imobiliário; e a Prefeitura Municipal, responsável pela organização da demanda habitacional e pela concessão de subsídios complementares.
De acordo com o prefeito Márcio Zanetti, o projeto consolida um novo modelo de política habitacional no município, baseado no financiamento cruzado.

Prefeito Marcio Zanettii, secretário de Gestão, Paulo Boldrin e o gerente regional de Obras da Ecovita, Peterson Rieth
Segundo ele, ao assumir a administração, foi identificado que muitas famílias até conseguiam acessar financiamento habitacional, mas não tinham condições de arcar com o valor da entrada exigido.
“Em programas convencionais, essa entrada gira em torno de R$ 35 mil ou R$ 40 mil. Com os subsídios articulados, conseguimos reduzir esse valor para algo entre R$ 5 mil e R$ 7 mil, dependendo da renda”, explicou.
Zanetti destacou ainda que o Residencial Olga Nasser é o primeiro de vários projetos em desenvolvimento.
Segundo ele, a expectativa, conforme informações da construtora, é que em quatro a cinco meses as primeiras unidades já estejam visíveis.
Para os interessados, o prefeito reforçou que a procura deve ser feita junto ao Departamento de Habitação da Prefeitura, por meio do Cadastro Municipal de Habitação de Interesse Social, criado há cerca de três anos e que organiza toda a demanda.
O secretário municipal de Gestão, Paulo Boldrin, explicou que a viabilização do empreendimento exigiu uma engenharia financeira complexa, trabalhada desde o primeiro dia do primeiro mandato. Ele detalhou que a iniciativa privada é responsável pela construção das moradias, enquanto o Governo Federal, com a Caixa Econômica Federal, realiza o financiamento. Já o Governo do Estado e o Município entram com subsídios para a entrada, considerada a principal dificuldade para as famílias de baixa renda.
Boldrin ressaltou que os recursos destinados ao projeto já estão previstos no orçamento de 2026 e no Plano Plurianual de 2026 e 2027, assegurando continuidade à política habitacional.
“Governar é fazer escolhas, e priorizar a realização do sonho da casa própria para 515 famílias vale muito a pena”, afirmou, acrescentando que o canteiro de obras será acompanhado semanalmente pela Prefeitura.
Na fase inicial, a obra deve gerar cerca de 150 empregos, entre diretos e indiretos, sendo aproximadamente 70 vagas diretas, com prioridade para contratação de mão de obra local.
A Prefeitura apoia o processo por meio da Casa do Empreendedor, incentivando a formalização e a qualificação profissional dos trabalhadores.
A secretária de Assistência e Inclusão Social, Nathália Pinesi, destacou que o início das obras torna o projeto concreto para a população.
“Quando o morador vê a obra começando, ele percebe que não é mais um sonho, é uma realidade”, afirmou.

Natália Pinesi e Paulo Boldrin
Segundo ela, o cadastro habitacional permanece aberto e deve ser realizado diretamente na Secretaria, com apresentação dos documentos pessoais. Após essa etapa, os dados são encaminhados à Ecovita para a seleção conforme os critérios do programa.

Gerente regional de Obras da Ecovita, Peterson Rieth
Pela construtora, o gerente regional de Obras, Peterson Rieth, explicou que a Ecovita adota um sistema construtivo baseado em organização industrial, com atividades executadas em sequência. Segundo ele, são 35 pacotes de atividades distribuídos ao longo da obra, com quatro unidades por dia em cada etapa, o que garante maior controle de qualidade e cumprimento dos prazos contratuais.
Ele destacou ainda que haverá engenheiro residente durante todo o período de execução e lembrou que a empresa já entregou mais de 15 mil unidades habitacionais em cerca de 15 anos de atuação.

Gerente de Produto da Ecovita, Érica Bachi Goldoni
Já a gerente de Produto, Érica Bachi Goldoni, informou que o atendimento às famílias interessadas começa junto à Prefeitura, responsável pelo cadastro e orientação inicial. Após essa etapa, a equipe da Ecovita entra em contato com os futuros moradores para orientar sobre a documentação.

Início das obras
Ela acrescentou que a construtora mantém uma sala de atendimento no prédio da FEUC, onde presta esclarecimentos à população.
Com sede em Bauru (SP), a Ecovita é uma incorporadora e construtora fundada em 2010, com atuação voltada à habitação planejada. Presente em mais de 50 cidades, já entregou mais de 16 mil unidades em mais de 120 empreendimentos e figura entre as maiores construtoras do país, segundo o Ranking Intec.
As autoridades municipais avaliam que o Residencial Olga Nasser representa não apenas a construção de casas, mas um avanço social significativo, com impacto direto na redução do déficit habitacional e na melhoria da qualidade de vida de centenas de famílias rio-pardenses.







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