Pamela Zanardo
Alimentação como pilar na prevenção das dislipidemias na infância e na adolescência
Jornal Democrata, edição 1919 de 18 de abril de 2026 A dislipidemia é a alteração do metabolismo dos lipídeos, que podem ocorrer devido ao aumento do colesterol total mais LDL, a elevação dos níveis de triglicerídeos ou ao aumento do colesterol e dos triglicerídeos.
O diagnóstico é através da determinação do perfil lipídico na infância e na adolescência e deve ser realizado entre os dois anos e 19 anos de idade, nas seguintes situações:
- Pais ou avós com histórico de doenças cardiovasculares;
- Familiares próximos com histórico de colesterol e triglicerídeos altos;
Presença de pancreatite aguda, obesidade ou outros fatores de risco para doença arterial coronariana, como tabagismo, hipertensão, diabetes e sedentarismo.

As dislipidemias podem ser classificadas como:
- Primárias: como consequência de fatores e hábitos de vida e
- Secundárias: quando decorrentes de doenças de base.
Quais as condutas nutricionais que devem ser priorizadas para prevenção e/ou tratamento da hipertrigliceridemia e hipercolesterolemia:
- Controle do peso em relação à estatura dessa faixa etária para normalidade;
- Reeducação alimentar: enfatizando o fracionamento das refeições, em 6 vezes ao dia;
- Redução dos fast-foods;
- Redução dos biscoitos, salgadinhos que são ricos em gorduras saturadas;
- Redução de alimentos ricos em sódio e colesterol;
- Evitar alimentos à base de frituras;
- Doces em geral e
- Refrigerantes.
A alimentação deve priorizar alimentos mais frescos, in natura como verduras, legumes e frutas a fim de aumentar o teor de fibras alimentares, consumo de carnes magras, peixes, frango e ovos são essenciais para o crescimento normal dos músculos e tecidos do corpo, leguminosas como feijões, ervilha, lentilha que além das fibras, conferem vitaminas, minerais e proteínas para as funções orgânicas do organismo.

A junção do arroz com feijão nas principais refeições como o almoço e o jantar, são alimentos completos do ponto de vista nutricional pelo teor completo de proteínas fornecidos por eles, com isso são fundamentais no dia a dia das crianças e dos adolescentes.
É importante lembrar que os carboidratos podem e devem estar presentes na alimentação, uma vez que são excelentes fontes de energia, desde que sejam feitas escolhas corretas como o próprio arroz, batata, mandioca, macarrão associado aos vegetais e uma proteína.
A prática de atividade física não deve ser iniciada apenas quando essas crianças e adolescentes apresentam obesidade ou outras comorbidades, ela deve estar presente ao longo da vida associada a hábitos alimentares e estilo de vida saudáveis para prevenção de doenças a curto e longo prazo.
Pamela Bueno Zanardo é nutricionista (CRN3-35316) pela Universidade Nove de Julho/SP. Tem formação executiva em controle de qualidade dos alimentos e produção pela Universidade Nove de Julho, sendo especialista em nutrição clínica: metabolismo, prática e terapia nutricional pela Universidade Gama Filho/RJ. É nutricionista clínica no Hospital Santa Helena, Santo André-SP. E-mail: pamelazanardo@hotmail.com



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