Pamela Zanardo
Características alimentares na vida em crianças escolares
Jornal Democrata, Edição 1917 de 4 de abril de 2026 Essa faixa etária compreende dos 7 anos até a entrada na puberdade. Caracteriza-se por melhor aceitação de preparações alimentares diferentes e mais sofisticadas.
Nessa idade, nos escolares, o fator atividade física passa a ser um importante componente do gasto de energia, sendo necessário ter atenção ao comportamento sedentário, especialmente relacionado ao uso de telas como computador, celular, TV e videogame.
Em relação à alimentação, a inapetência, muito comum na fase pré-escolar, transforma-se em apetite voraz, levando em consideração que a alimentação correta é importante na formação de hábitos alimentares.
É muito comum a omissão do café da manhã devido à maior independência das crianças nessa fase, o que pode levar a um maior risco de problemas nutricionais, como diminuição no consumo de cálcio, proteínas e calorias.
As necessidades nutricionais são mais altas devido à fase de crescimento e desenvolvimento, além da maior atividade física, sendo que a necessidade de energia depende da idade, peso, estatura e nível de atividade física.
Os doces devem ser consumidos com moderação e apenas como sobremesas, evitando-se o consumo entre as refeições, a fim de não comprometer a qualidade e a quantidade dos nutrientes ingeridos.
A necessidade de água varia de acordo com a intensidade das perdas e depende de vários fatores, devendo ser oferecida à livre demanda.
Todas as vitaminas e minerais são importantes durante essa fase, mas algumas se destacam, como ferro, cálcio, vitamina A e zinco, que ajudam no crescimento e desenvolvimento, na saúde óssea, previnem infecções e melhoram o sistema imunológico.

Orientações gerais da alimentação:
- Evitar alimentos de alto teor calórico
- Diversificar os alimentos, formas de preparo e apresentações das refeições para estimular o aspecto sensorial da alimentação
- Os horários das refeições devem se adequar às atividades de lazer e escolares, mantendo e seguindo uma rotina para cada refeição
- Servir à criança pequenas porções de alimentos, oferecendo novas quantidades se necessário
- Estimular a experimentação de novos sabores
- Evitar que, durante as refeições, a criança fique distraída
A aceitação de novos alimentos se dá por condicionamento social; portanto, é importante que a criança observe outras pessoas comendo para imitá-las.
Caso a criança mostre-se inapetente nas refeições principais, é fundamental verificar os alimentos que estão sendo consumidos entre as refeições.
É interessante, nessa fase, que a criança seja acompanhada por nutricionista para identificar se existem deficiências na ingestão de vitaminas, minerais e proteínas, garantindo um bom crescimento e desenvolvimento saudável, a fim de evitar complicações futuras em relação à saúde e favorecer a aquisição de hábitos alimentares saudáveis que irão influenciar na vida adulta e idosa.
Pamela Bueno Zanardo é nutricionista (CRN3-35316) pela Universidade Nove de Julho/SP. Tem formação executiva em controle de qualidade dos alimentos e produção pela Universidade Nove de Julho, sendo especialista em nutrição clínica: metabolismo, prática e terapia nutricional pela Universidade Gama Filho/RJ. É nutricionista clínica no Hospital Santa Helena, Santo André-SP. E-mail: pamelazanardo@hotmail.com



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