Paula Winitski
O altar do nosso coração…
Jornal Democrata, edição 1912 de 28 de fevereiro de 2026 Oi, meu amor…
Nosso coração é um altar, a Bíblia diz que nosso coração é instável e enganoso.
A maior liberdade que Deus Pai nos deu foi o livre arbítrio, podermos pensar e decidir conforme achamos…
Mesmo nas histórias mais antigas, Deus deixava as pessoas livres para escolherem.
Vamos ver a história de Saul. O povo de Israel queria um rei, não queriam um Deus/Rei. Pediram um rei e Deus escolheu Saul. Saul era alto e bonito, como o povo queria que seu rei fosse.
Saul foi ungido e se tornou rei de Israel.
Mas o coração de Saul começou a mudar e não assumia a culpa, apenas dava uma justificativa para o seus atos.
Chegou uma vez, que Deus ordenou que ele lutasse contra os Amalequitas, matasse o rei deles e deixassem o despojo para trás.
Saul venceu a batalha, trouxe o rei vivo para a prisão e ainda trouxe os animais. Quando Samuel questionou sua desobediência, Saul disse que os animais eram para serem sacrificados a Deus.
Então em I Samuel 15:22-23, diz assim:
“Então disse Samuel: tem o Senhor tão grande prazer em holocaustos sacrifícios quanto em ouvir a voz do Senhor? Eis que ouvir é melhor do que sacrifício e atender ou prestar atenção é melhor do que a gordura de carneiros. Porque rebelião é como pecado de adivinhação, e teimosia insolente é como iniquidade e idolatria. Visto que rejeitaste a palavra do Senhor, ele também te rejeitou como rei.”
No hebraico: ouvir implica obedecer ativamente. Não apenas um ouvir passivo.
E os sacrifícios não são mais importantes do que um ouvir ativo a voz de Deus e agir conforme a Sua vontade. Ou seja, a obediência interna, do ser em atividade, sempre ouvindo a voz de Deus supera o ritual de sacrifícios e tradições.
Mesmo Saul querendo fazer sacrifícios a Deus, foi um ato de rebeldia, ato deliberado de insubmissão, uma desobediência consciente, com justificativas vazias, da boca para fora.
Sempre que buscamos ter poder fora de Deus e Sua vontade, estamos coniventes com a adivinhação e a feitiçaria. Pois essas práticas querem tirar o controle das mãos de Deus e colocar o homem como poderoso, como o dono do controle.
Já a insolência, teimosia e presunção, nos fazem empurrar os limites de Deus com muita arrogância, nos esquecendo de quem somos e qual o nosso lugar.
Quando vemos Saul agir dessa forma, vemos como o coração é instável, tendo um pouquinho de poder ele já deixa o ego inflado, a razão se torna egocêntrica e prepotente… E perdemos o rumo da verdade de Deus e achamos a nossa própria “verdade”.
Nosso coração quer barganhar com Deus, mas o que Deus quer é apenas que você O ouça, atentamente, que mudemos por amor e que escolhamos os Seus braços e não os nossos próprios braços.
Saul foi teimoso, rebelde no seu auto engano, ele queria controlar a realidade distorcida, tentando manter sua postura de piedade para manipular a Deus.
Quando Saul recusa abandonar a sua visão distorcida da verdade de Deus, ele está colocando seu ego no lugar de Deus e está adorando a si mesmo. Idolatria, adorar a si mesmo. Colocar o ego no altar do nosso coração.
Precisamos nos perguntar qual era a desobediência central de Saul?
Qual a parte que ele não quis ouvir a Deus?
E quando foi confrontado tentou justificar e dar a Deus o que não era para ser pego?
Os fins não justificam os meios.
O verdadeiro sacrifício é ouvir a voz de Deus, ficar atento aos sinais do Espírito Santo, estar focado nas oportunidades que vão aparecer e reconhecer qual é o seu caminho.
Em Mateus 9:13 diz assim: “Misericórdia quero, não holocaustos.”
A obediência interior, ou seja, sua humildade diante de Deus, entregando sua força e vontade para serem ampliados e aperfeiçoados pela Graça e no nome de Jesus, essa é a obediência que muda, que transforma e que molda nosso ser ao ser da ressurreição de Jesus: nova criatura ou criatura nova do céu…
A história de Saul nos ensina que: Se temos Jesus como nosso melhor amigo e Salvador, gostamos de estar totalmente receptivos à Sua voz, inclinando-nos para ouvir, prestando atenção nos mínimos detalhes e nos aconchegando em Seus braços…
Que é o contrário da teimosia, da escolha em ter o comando e a escolher justificar em vez de se arrepender, pedir perdão e mudar.
Todos nós erramos, mas como vamos viver vai depender de quem está no altar do nosso coração.
Rituais vazios, mas repletos de boas intenções não agradam a Deus.
Jesus não morreu e ressuscitou para que pessoas com aparência de santidade, mas com o ego inflado, teimosos e manipuladores usassem Seu nome.
O altar do nosso coração é o lugar mais sagrado do nosso ser.
Quem vai estar lá?
Beijinhos
Paula Winitski



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