Fernanda Ferreira

“Meu Filho Está se Desenvolvendo Bem? Quando se Preocupar e Buscar Ajuda”


“Meu Filho Está se Desenvolvendo Bem? Quando se Preocupar e Buscar Ajuda”

O desenvolvimento infantil é um processo contínuo e único, mas existem marcos esperados que servem como guia para observar se a criança está se desenvolvendo dentro do esperado para sua idade. 

Esses marcos envolvem habilidades motoras, cognitivas, sociais, emocionais e de linguagem que, em geral, seguem uma certa ordem ao longo da infância.

O que são marcos do desenvolvimento?

Marcos do desenvolvimento são conquistas esperadas dentro de determinadas faixas etárias. Por exemplo:

Até 1 ano: responder ao nome, sentar sem apoio, balbuciar sons.

Até 2 anos: andar sozinho, formar frases simples, apontar para mostrar interesse.

Até 3 anos: brincar com outras crianças, formar frases mais complexas, seguir instruções simples.

Até 4-5 anos: contar pequenas histórias, maior controle emocional, desenvolver a autonomia em atividades básicas.

Esses parâmetros ajudam a identificar precocemente possíveis atrasos ou dificuldades no desenvolvimento da criança.

Quando os pais devem se preocupar?

Nem toda diferença no ritmo da criança indica um problema, mas alguns sinais de alerta exigem atenção:

  • Ausência de fala ou pouco vocabulário aos 2 anos;
  • Não sustentar o olhar ou não interagir socialmente até 1 ano;
  • Atrasos para sentar, engatinhar ou andar;
  • Dificuldades de aprendizagem, comportamento muito agitado ou apático;
  • Regressões (perder habilidades que já haviam sido adquiridas).

Esses atrasos podem ser indício de condições como transtornos do neurodesenvolvimento (ex: TEA, TDAH, deficiência intelectual), atrasos motores, emocionais ou dificuldades de aprendizagem.

Quando procurar ajuda médica e psicológica?

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a intervenção precoce é fundamental para garantir que a criança tenha o melhor prognóstico possível. 

Diante de qualquer suspeita, é recomendado buscar avaliação com:

  • Pediatra: para avaliação física e orientação geral;
  • Neuropediatra: em casos de atraso motor ou cognitivo significativo;
  • Fonoaudiólogo: para dificuldades de linguagem ou fala;
  • Psicólogo infantil: para investigar aspectos emocionais, sociais e comportamentais;
  • Equipe multiprofissional: quando há necessidade de avaliação mais ampla;

Direitos da Criança: o que diz o ECA?

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em seu Art. 7º, garante à criança “o direito à proteção à vida e à saúde, mediante a efetivação de políticas públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso”.

Além disso, o Art. 11 assegura que a criança tenha acesso a serviços de saúde especializados sempre que necessário, incluindo atenção à saúde mental e acompanhamento psicológico.

Isso significa que a busca por uma avaliação médica ou psicológica não é apenas um cuidado — é um direito da criança, que precisa ser assegurado pela família e pelo Estado.

Observar o desenvolvimento infantil com atenção, respeitando as individualidades, mas sem negligenciar os sinais de alerta, é uma forma essencial de garantir saúde, bem-estar e qualidade de vida para a criança. Se houver dúvidas ou preocupações, não hesite: buscar ajuda especializada é um ato de amor e responsabilidade.



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