São José do Rio Pardo lidera geração de empregos formais na região em fevereiro

Município foi responsável por quase metade das vagas criadas entre 13 cidades, segundo dados do CAGED

Jornal Democrata, edição 1917 de 4 de abril de 2026
São José do Rio Pardo lidera geração de empregos formais na região em fevereiro
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São José do Rio Pardo liderou a geração de empregos formais entre 13 municípios da região no mês de fevereiro de 2026, com saldo positivo de 335 vagas, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED). O desempenho representa quase 50% da geração líquida regional no período, que totalizou 677 novos postos de trabalho.

Quantas vagas foram criadas?

  • 335 empregos formais.

Qual o destaque?

  • Melhor desempenho entre 13 municípios da região.

Qual o total regional?

  • 677 vagas.

Qual o principal setor?

  • Agropecuária.

Houve cidades com saldo negativo?

  • Sim, como Mococa e Casa Branca.

Qual o perfil das contratações?

  • Predominância masculina e concentração em trabalhadores com ensino fundamental completo.

Desenvolvimento

O desempenho de São José do Rio Pardo em fevereiro coloca o município à frente de cidades como Vargem Grande do Sul e Espírito Santo do Pinhal, consolidando uma participação expressiva na geração de empregos na região.

Com o resultado, o município atingiu um estoque total de 15.363 trabalhadores com carteira assinada, evidenciando crescimento no mercado formal.

Enquanto isso, algumas cidades apresentaram retração no período, como Mococa, com saldo negativo de 142 vagas, e Casa Branca, que perdeu 123 postos de trabalho.





Agropecuária impulsiona contratações

O principal motor da geração de empregos foi o setor agropecuário, responsável por:

  • 299 admissões
  • 45 desligamentos
  • Saldo positivo de 254 vagas

Na sequência, aparecem:

  • Serviços: +49 vagas
  • Comércio: +23 vagas
  • Indústria: +16 vagas

A construção civil foi o único setor com resultado negativo, com saldo de -7 vagas.





Perfil das contratações




Os dados do CAGED mostram predominância masculina na geração de empregos:

  • Homens: 229 vagas
  • Mulheres: 106 vagas

Em relação à faixa etária, o destaque foi para trabalhadores:

  • 30 a 39 anos: 90 vagas
  • 40 a 49 anos: 80 vagas
  • 18 a 24 anos: 66 vagas

O cenário indica maior absorção de mão de obra com experiência intermediária e em plena capacidade produtiva.


Escolaridade concentra vagas operacionais

A maior parte das oportunidades foi destinada a trabalhadores com menor nível de escolaridade formal:

  • Ensino Fundamental Completo: 203 vagas
  • Ensino Médio Completo: 112 vagas

Já os níveis de ensino superior apresentaram baixa variação:

  • Superior completo: +1 vaga
  • Superior incompleto: +3 vagas

O dado indica concentração da demanda em funções operacionais e técnicas.


Cenário regional

O estoque total de empregos formais na região alcançou 116.599 postos de trabalho. Embora São João da Boa Vista mantenha o maior volume absoluto (24.590 trabalhadores), São José do Rio Pardo apresentou o crescimento mais acelerado no período analisado.

Comparativo regional – saldo de empregos (fevereiro/2026)

  • São José do Rio Pardo: 335
  • Vargem Grande do Sul: 270
  • Espírito Santo do Pinhal: 200
  • São Sebastião da Grama: 57
  • Aguaí: 41
  • São João da Boa Vista: 31

Contexto




































Os dados do CAGED são utilizados como principal indicador de movimentação do mercado de trabalho formal no país, permitindo análise da geração e fechamento de vagas com carteira assinada.


O que é CAGED e porque é importante


O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) é um sistema do Governo Federal que registra, mensalmente, todas as admissões e demissões de trabalhadores com carteira assinada no Brasil. 

Os dados são informados pelas próprias empresas e permitem acompanhar, com precisão, a movimentação do emprego formal em cada município.

Na prática, o CAGED funciona como um “termômetro” do mercado de trabalho. 

Quando há mais contratações do que demissões, o saldo é positivo, indicando geração de empregos. 

Quando ocorre o contrário, o saldo é negativo, sinalizando retração no mercado.

Essas informações são fundamentais para a formulação de políticas públicas. 

A partir dos dados, gestores conseguem identificar quais setores estão crescendo, quais estão em queda e onde é necessário investir, seja em qualificação profissional, incentivo econômico ou programas de geração de renda.

Além disso, o CAGED é considerado um dos principais indicadores da saúde econômica de um município. 

Isso porque o nível de emprego formal está diretamente ligado à atividade econômica: quando empresas contratam mais, há aumento da produção, circulação de renda e consumo. 

Por outro lado, a redução de empregos pode indicar desaceleração econômica.

Por reunir dados atualizados e confiáveis, o CAGED se tornou uma ferramenta essencial tanto para governos quanto para empresários e a sociedade, ajudando a entender o momento econômico e orientar decisões que impactam diretamente o desenvolvimento local.

Isso mostra aos gestores os setores que demandam investimentos e os que demandam cuidados, a fim de otimizar a geração e manutenção do emprego nas cidades.


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