Paula Winitski

Como crianças...


Como crianças... Jornal Democrata, edição 1943 de 10 de outubro de 2026

Oi, meu amor...

Jesus nos deixou dois versículos que precisamos dar atenção...

Mateus 18:3-4 “E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus.”

Marcos 10:14-15 “Jesus, porém, vendo isto, indignou-se e disse-lhes: Deixai vir a mim os pequeninos, e não os impeçais; porque dos tais é o reino de Deus.”

Muitas vezes eu interpretei esses versículos na perspectiva da confiança em Deus.

Mas há tantas formas de interpretar e de trazer para a nossa vida prática...

É claro que primeiro vemos em Jesus a criança que devemos nos tornar, pois Ele confiou plenamente no Pai e se entregou totalmente até a morte de cruz e a ressurreição. Então, a confiança é uma das chaves para nossa vida espiritual.

Como a cruz, nossa vida espiritual tem dois ângulos que precisamos ter a consciência: vertical: nós com o Pai e horizontal: nós com os outros. O meio que os une é o Amor que se tornou homem: Jesus.

O relacionamento com Deus é pessoal, aquilo que eu tenho com o Pai e que vai gerar o transbordamento horizontal para os outros...

O relacionamento com Deus Pai vai me capacitando a amar o próximo, porque Ele é amor no grau que não conseguimos nem compreender.

Mas há o aspecto que a criança não tem preconceito, a criança se vê no outro, a criança briga, mas logo esquece e volta a brincar, a criança não tem medo, a criança aceita a outra como ela é, independente dos rótulos que os adultos impõem.

Vejam a pureza de alma da criança...

Veja a pureza de alma de Jesus...

Veja o quanto precisamos nos desconstruir para sermos como as crianças pequenas...

A realidade que vivemos coloca cada vez mais rótulos em cada um de nós.

Quanto mais analisamos a sociedade, mais rótulos são nomeados.

E a realidade nos separa nesses rótulos, para que fiquemos fracos, fracos de amor, fracos de empatia, fracos em enxergar que o outro também é uma criança como nós!

Cada um, com suas experiências e educação tem a sua criança interna que pode aflorar se se entregar ao Pai nos méritos de Jesus.

A essência do amor está em nós, basta nos despirmos dos rótulos que a sociedade colocou.

Ser cristão é querer ser criança, vivendo o amor sem rótulos, apenas na simplicidade de sorrir, de se importar e de aceitar o outro como é.

Ser criança de Jesus não é evangelizar pelo intelecto apenas, é viver como criança e brincar com todos...

Todos são amados, nós somos as crianças de Deus Pai, simplesmente vivendo para nos conectarmos e nos unirmos.

Partidos políticos, religiões, times de futebol, e CIA Ltda, são apenas para complicar a vida e nos tirar a paz...

Fazemos nossa parte como cidadãos, mas não com esse ódio, essa fúria e essa desunião.

Pensamos diferente, mas o amor não pode morrer, a compreensão não pode acabar e o respeito tem que ter lugar na brincadeira de viver.

Buscar nossa essência de criança com Jesus é fundamental para o bem até do nosso país.

Se formos como as crianças teremos mais saúde emocional, mais flexibilidade cognitiva e saúde física, pois todo o nervoso e preocupação que tudo isso gera, é como se bebêssemos um pouco de veneno em cada momento sem paz, projetando inseguranças e medo sem esperança... Somatizando tudo para nosso corpo, mente e espírito. Será que essa realidade vale minha saúde, minha inteligência e meu relacionamento com Deus Pai?

Então, por que não comemorarmos de forma integral o dia das crianças?

Vamos querer ter a mentalidade das crianças e viver livres de tudo que nos separa...

Jesus é o nosso exemplo: confiança no Pai e amando 

o próximo.

A cruz da vida espiritual é nos tornarmos como crianças...

Beijinhos...

Paula Winitski  



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